<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390</id><updated>2012-02-16T17:04:54.106-08:00</updated><title type='text'>Os Artistas</title><subtitle type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img src="http://img204.imageshack.us/img204/7458/parnnnnte1copycz0.jpg" border="0" alt="Image Hosted by ImageShack.us"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-1310257115497503359</id><published>2008-04-06T12:53:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T21:13:09.720-08:00</updated><title type='text'>A nossa primeira vez...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A primeira vez é sempre especial.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Assim os dizem todos os clichés, ditados populares e até os virgens mentirosos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A minha primeira vez foi também a do TS. Fomos encaminhados com cuidado pela experiência Laranjnha através deste novo percurso recheado de encantos luminosos e becos sombrios. De facto, apesar de mais novo, Laranjinha tinha já muito que contar...&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Assim começou a minha primeira vez:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei estremunhado. Dor de cabeça agonizante enrolava o meu cérebro como o deve ter feito a coroa de espinhos de Cristo. O estômago não estava em muitas melhores condições pois conseguia sentir o sabor da bílis a escalar pelo sistema digestivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esforcei-me para respirar fundo mas os vapores nauseabundos que foram exalados durante a curta noite desencorajaram-me.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Abri os olhos com cuidado para não traumatizar o frágil equilíbrio em que me encontrava. Eram 8 da manhã e tinha chegado às 5 a casa. As lembranças da madrugada surgiam agora como fotos que lentamente revelavam os seus segredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musica de má qualidade, um ambiente húmido do suor, fumo em exagero e pronuncia brasileira... Exactamente! Tinha ido ao Populum a Braga. O maior lupanar de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Com uma análise mais atenta destas recordações deduzi que para ter ido a tal estabelecimento é porque então já estava fortemente embriagado antes de la entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondas turvas de informação vinham ao de cima. Aperitivo, um jantar bem regado, digestivos, muita cerveja, bares e depois devo ter sido arrastado até à capital Galaica.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Por esta altura já eu me tinha levantado, vencido os obstáculos que semeei às escuras quando tinha chegado (roupa, sapatos etc.) e estava a abrir o chuveiro deixando-me ir nesta estranha dimensão em que se encontram os ressacados que acordam aos trambolhões depois de uma noite muito curta e mal dormida.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que me levantei nesta manhã de Setembro? Bem, era o dia de ir de ir para Viana à procura de casa para o novo ano escolar. Podia ter-me esquivado e tão bem teria sabido o merecido descanso mas por qualquer motivo senti-me impelido para respeitar este compromisso anual. Assim, depois de removidas algumas toxinas através das fezes, urina e do banho, vesti-me, tratei de arranjar dinheiro e sai sem comer. Alimento de qualquer tipo era algo de intolerável naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Encontrei-me com TS. como combinado e arrancamos na sua histórica viatura para o Alto Minho. A viagem, como tantas outras, foi calma e de poucas palavras pois um olhar foi suficiente para que TS compreende-se o drama interior pelo qual estava a passar.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã passou-se rapidamente e decidimos-nos imediatamente pela casa do 2º ano. Sem história digna de se contar, almoçamos, deambula-mos um pouco pela airosa Viana e fomos embora com a excitante perspectiva de mais um ano escolar que se ia iniciar na semana seguinte.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Ainda convalescente mas já perto de um estado a que se podia chamar vida, recordo-me de ouvir o TS propor passar-mos na terra de Laranjinha para convivermos um pouco e aproveitar a brilhante e amena tarde. Assim dito, assim feito e quando demos conta já lá estávamos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A bucólica aldeia de Laranjinha, entalada entre vales e montes de curvas sugestivas tinha a engraçada particularidade de só ter cobertura de telemóvel  por baixo da oliveira que fica na praça principal. Em frente à mesma encontravam-se 2 cafés que iam ter um papel decisivo para que a minha primeira vez assim como a de TS viesse a acontecer da forma imprevista como sucedeu.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Laranjinha imediatamente escolheu a mesa na esplanada que ficava agradavelmente resguardada da ainda feroz acção do sol pelo típico edifício granítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente, a pergunta que eu receava foi posta: "O que bebes?"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Na verdade, depois de ter fingido almoçar para não revelar a todos a minha decadente situação, ouvir sequer a palavra beber causou-me distúrbios violentes nos intestinos. Por isso mesmo respondi: Um fino claro! Estúpido orgulho...&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Os primeiros goles foram como arame farpado a a deslizar pela garganta rasgando o tecido à sua passagem. Segurei as lágrimas e esforcei-me para concluir este copo. Afinal já era um homem feito! Havia que deixar-se de mariquices infantis.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Felizmente, o saber popular costuma ter fundos de razão. Quando se diz que para curar uma bebedeira, nada de melhor que começar a beber de novo, esta-se a falar a sério. Quando dei conta, estávamos a pagar 14 finos cada um em apenas 2 horas e ainda insisti em beber um Ricard como aperitivo. Esta teimosia foi a ultima machadada e levou-me de volta para a cova da qual tinha rastejado aquela manhã.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfiamos-nos na carrinha do TS e, completamente alcoolizados divagamos pelos caminhos do parque nacional brincando escandalosamente com as fundas ravinas esfomeadas. Escalamos escarpas para ver as lagoas e diz-se que fomos à ermida mas como não me lembro de tal não revelarei as cenas que dizem lá ter ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Mais tarde, fomos jantar a Ponte da Barca. Caminho sinuoso, piorado pela obrigação de irmos 3 numa carrinha de 2 lugares. Santa inocência! 3 jovens semi-inconscientes em estradas minhotas, entalados uns em cima dos outros... Bons tempos!&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramos no centro da vila e fluimos, tortuosos, para fora do carro até ao restaurante mais próximo. Cá fora liguei para casa a avisar que não ia comer a casa. Entramos e mandamos vir coca-cola geladinha e um bitoque cada um. No entanto, não sei se fora da coca-cola estragada ou da viagem atribulada, comecei a ver as paredes e o tecto a andar em espiral cada vez mais rapidamente. Não consegui permanecer mais tempo sentado e urgia sair dali. Tinha que ligar para casa a avisar que não ia comer pelo que aproveitei a oportunidade para me escapulir.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá fora ouvi um enorme raspanete da minha mãe pois, a repetição do telefonema levou-a a concluir o que ela já suspeitava. O seu filhos estava bêbado em lugar incerto. Perturbado pelas reprimendas deixei cair o telemóvel novo no rijo granito talhando na sua face prateada uma funda cicatriz comemorativa. Cada vez que viria a pegar nele lembrar-me-ia da primeira vez.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Laranjinha comeu o meu bitoque visto que não estava em condições para sequer ficar sentado. Para descomprimir urinamos numa esquina enquanto conversava-mos acerca do nosso próximo destino. Demos conta, só no fim, que estava uma mulher a janela que se apresentava mesmo a nossa frente e ao nosso nível a olhar para nós divertida. Aproveitamos para lhe pedir sugestões.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí partimos para o parque à beira rio. Tomar um cafézinho e dar uma volta a pé só poderia fazer bem. O transe em que nos encontrava-mos e que no meu caso assemelha-va-se a um estado de hipnose, fez o jogo de luzes proporcionado pelos candeeiros, os reflexos do rio e as frondosas arvores, bastante sugestivos. Deitei-me na relva fresca e fechei os olhos. Só assim, em comunhão com algo de sólido em todo o meu corpo conseguia encontrar estabilidade mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Não sei quanto tempo passou. Senti algo em cima de mim. Como que mil dedos e mãos a arrastarem as suas unhas curvas pela minha face. Levantei-me com um salto e atirei o cano de carvalho alvarinho que não sei como tinha parado em cima de mim. Esta abrupta quebra do relaxamento deu origem ao inevitável. Vergue-me sofregamente e vomitei os excessos de agora 24 horas dos melhores tempos da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; Estava assim concluída a minha oferenda a Nábia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Vamos lá ouvi TS. Vamos a uma festa que há ali noutra terra. Mete-mo-nos os 3 dentro do habitáculo construido para 2 pessoas e lá fomos pela estrada de serpente até Ponte de Lima onde fizemos uma entrada em grande.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A sexta-feira anunciava-se fresca mas quilómetros do local em causa já centenas de carros faziam fila. Mais a frente eram milhares e ainda adiante as pessoas a pê pareciam grãos de areia comprimidos. TS, sempre pronto a mostrar as suas habilidades e esperteza ao volante, tratou de encontrar um atalho para uma zona em que milagrosamente poderiam haver lugares de estacionamento.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;As ruas mais perto do centro da vila Limiana estavam repletas de de populares com concertinas e animação contagiante. O meu mal estar quase passava se não fosse TS distraído e/ou encantado pela profusão de cores, ter esquecido a rotunda que se apresentava a sua frente e ter pura e simplesmente atropelado a mesma passando por cima dela com estrondo. Estávamos agora oficialmente no espírito da festa.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multidão opressiva era simplesmente inacreditável. A quantidade de música, cheiros e bebidas eram deliciosamente aterradoras. Lembro-me vagamente de nos sentarmos numa barraca e pedirmos um cachorro e um fino cada um. Entornei o copo que não tinha sequer, devido à letargia, visto a minha frente mas, por azar, a senhora muito simpática deu em outro. Levantamos-nos e fomos por este mar a dentro com comida e bebida nas mãos. &lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Veio-me um flash. Espetei com o cachorro no chão, atirei o copo cheio para longe e proibi TS e Laranjinha de beber. Que raio estávamos nós a fazer? Protestei e tentei dissuadi-los porém eles disseram me que eu estava a ficar maluco e felizmente voltei a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direccionamos-nos para a rampinha...&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Ali vi o que julgava ser impossível. Não há palavras para descrever a folia desta festa. Milhares de pessoas com copos nas mãos a dançar ao som das concertinas na parte de baixo e das musicas reles da moda em cima. As ruas laterais eram utilizadas como latrinas e assemelhavam-se a enormes correntes de urina que desaguavam no lima. A patética quantidade de álcool e o delírio destas gentes era algo de gloriosamente macabro.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subimos a custo as escadas empurrando a massa de gente que se comprimia e fiquei isolado dentro da minha própria cabeça. Não há melhor local para se encontrar só consigo mesmo do que no meio da multidão impessoal. Assim, com a ajuda do álcool que corria, pujante, nas minhas veias, entrei em harmonia com o espírito festivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para baixo, o fumo, a neblina, a beleza, a cor, o suor, o perfume, o som, o bom e o mau juntaram-se num só levando-me sublimemente numa elevação espiritual rara. Senti-me leve, feliz e, quando abri os olhos, por coincidência ou não, começou o fogo de artificio lançado desde a ponte sobre o Lima. Ao mesmo tempo, romperam-se as nuvens e a deusa libertou a sua fertilidade purificadora sob estes insignificantes seres. Dentro de mim as lágrimas correram por ter atingido tal nível de Karma a que muitos aspiram mas só os afortunados alcançam.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos agora à porta da casa de Laranjinha. Estava exausto e era me penoso estar sentado ou até existir. Só ter de respirar para manter as minhas funções vitais era um castigo horrendo. Laranjinha indicou a TS o melhor caminho para irmos para casa e por aí seguimos. Que erro! &lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O caminho era terrível. Curvas e contracurvas. Via desfilar a paisagem a  uma velocidade alucinante e não aguentava. Estava já com a cabeça de fora há algum tempo para que o ar fresco me revitaliza-se mas, a violência do caminho fazia com que me sentisse a desfazer por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;-MAIS DEVAGAR - gritei aflito... &lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TS, estupefacto respondeu:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;- O pá.. estou a ir a 30 Km/H...&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Resignado, decidi desistir e morrer de ressaca se assim fosse necessário. Recuperaria o dia seguinte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Dia seguinte!!! Uma arrepio gélido atravessou a minha mente. Eram quase 4 da manhã e daqui 2 horas tinha de me levantar para vindimar todo o dia....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;____________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Assim foi a minha primeira vez nas Feiras Novas de Ponte de Lima..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_f8NrEs0E7FE/R_qKF-BJ7vI/AAAAAAAAAAs/gV53p91JhhY/s1600-h/feiras+novas+de+manha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_f8NrEs0E7FE/R_qKF-BJ7vI/AAAAAAAAAAs/gV53p91JhhY/s400/feiras+novas+de+manha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186609756022370034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;___________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Autor: GMDC&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-1310257115497503359?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/1310257115497503359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=1310257115497503359' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/1310257115497503359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/1310257115497503359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2008/04/nossa-primeira-vez.html' title='A nossa primeira vez...'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_f8NrEs0E7FE/R_qKF-BJ7vI/AAAAAAAAAAs/gV53p91JhhY/s72-c/feiras+novas+de+manha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-7067587027658097057</id><published>2008-01-26T18:34:00.000-08:00</published><updated>2008-01-26T18:47:20.854-08:00</updated><title type='text'>Impactos socio-economicos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Caros Artistas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Detenho em minha posse a prova de que depois de alguns anos sem os seus melhores clientes de sempre, a cervejaria Lunas está em franca crise económica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Não espanta o facto de algumas centenas de minis semanais serem uma avultada fonte de rendimento que ia dando para cobrir os calotes dos outros estudantes de bolsos rotos que faziam de tudo para não pagar o café que consumiram durante toda a noite.&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Segue então, porque uma imagem vale mil palavras, a evidência do facto que acima referi:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://allyoucanupload.webshots.com/v/2001141222268997682"&gt;&lt;img src="http://aycu20.webshots.com/image/42379/2001141222268997682_rs.jpg" alt="Free Image Hosting at allyoucanupload.com" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Pois é...&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Quando um estabelecimento resolve, meter sabão rosa no urinol, este é um sério indicio de que algo esta terrivelmente mal...&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem.. de qualquer forma não podemos passar a vida a manter a dos outros...&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Como disse e bem o Psico ao telefone;&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Resolução de ano novo: Se não tratar bem de mim, ninguém tratará..&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais vos deixo com saudações Gallaicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Autor; GMDC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-7067587027658097057?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/7067587027658097057/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=7067587027658097057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/7067587027658097057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/7067587027658097057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2008/01/impactos-socio-economicos.html' title='Impactos socio-economicos.'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-503828738549065582</id><published>2007-12-24T17:00:00.000-08:00</published><updated>2007-12-25T07:27:03.726-08:00</updated><title type='text'>A melhor prenda do mundo!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Update de Natal!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A todos os artistas um bom Natal! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Bem que esta festividade Católica, imposta na nossa sociedade por invasores (Roma) que perverteram tanto os nossos cultos Celtas como o Cristianismo original não me diga absolutamente nada, divirto-me sempre vendo como as massas se comportam de modo previsível e como são manipuladas sem o saberem por publicidade e comportamentos que a sociedade define como obrigatórios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Hoje em dia penduram coisas nas árvores sem saber porquê. Associam isso ao Natal e ao menino Jesus sem imaginarem sequer que isso foi em tempos um costume Celta. Os Celtas atavam fitas de tecido coloridas nas árvores perto das fontes sagradas onde faziam rituais e pedidos as Deusas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Hoje em dia, oferecem-se prendas sem se recordar que o menino Jesus só as teve dia 6 de Janeiro. Dia em que todos poderíamos ter comprado os mesmos objectos em saldos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Hoje em dia compram-se prendas nos centros comerciais em vez de ir ao comercio tradicional e viver o verdadeiro espírito da época..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Enfim, o Natal é uma festividade falsa que valeria a pena ignorar se não nos sentíssemos compelidos interiormente a desfrutar da quadra como toda a gente. Este sentimento não tem contudo nada a ver com a beleza do feriado ou santidade do dia. E apenas uma reacção natural que está gravada nas nossas mentes de crianças. Para todos, o Natal significa receber prendas, comer bolos, beber álcool em casa sem ser mal visto nem repreendido e, isso é tudo o que basta para ansiarmos o ano inteiro por um dia que passa como os outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;A medida que avançamos na vida e ganhamos juízo, deixamos de dar atenção aos presentes e, no fundo, tentamos apenas passar um bom momento. Para tal nada melhor do que a prenda que enviei por mms a todos os artistas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Acho sinceramente que por entre todas as miseráveis mensagens cliché que passam de ano para ano, a minha foi a melhor de todas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Aqui vai a melhor prenda do mundo para qualquer Artista, Sinto me privilegiado por ter enchido a pança de tal modo que a meia noite e trinta já estou em casa refastelado no sofá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ARTISTAS, ENJOY WITH ME A REAL XMAS MEAL MINHO'S STYLE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://allyoucanupload.webshots.com/v/2004568644725489826"&gt;&lt;img src="http://aycu24.webshots.com/image/36783/2004568644725489826_rs.jpg" alt="Free Image Hosting at allyoucanupload.com" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ARTISTAS, ENJOY WITH ME A REAL XMAS DESERT MINHO'S STYLE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;a href="http://allyoucanupload.webshots.com/v/2004581535027939997"&gt;&lt;img src="http://aycu34.webshots.com/image/36873/2004581535027939997_rs.jpg" alt="Free Image Hosting at allyoucanupload.com" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Autor: Gmdc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-503828738549065582?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/503828738549065582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=503828738549065582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/503828738549065582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/503828738549065582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2007/12/melhor-prenda-do-mundo.html' title='A melhor prenda do mundo!'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-677256156737032818</id><published>2007-12-13T07:06:00.000-08:00</published><updated>2007-12-13T07:31:10.543-08:00</updated><title type='text'>Update Decembre/07</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Uma rápida actualização. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Fui até Viana depois de sair do trabalho. Francamente não me apetecia. Já era meia noite e eram 60 km a mais e alguns euros de precioso combustível..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Porém, a pedido várias vezes reforçado por sms, decidi dar um salto a uma tasca perigosamente situada a beira rio. Não pela localização mas, por culpa própria dos donos, o estabelecimento é conhecido por meter água frequentemente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Apesar de todos os contras, sai da IC1 e virei a direita na rotunda. Parei frente ao principal armazém de toiras em idade de reprodução de Viana e esperei pela Artista que me ia acompanhar ao dito barco furado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Estacionamos. Morcegos jaziam nas escadas num prenuncio óbvio do que se passava no interior. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;-São estudantes? Perguntou o porteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;-Sim, claro... respondemos..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Ora toma um cartão de 1€... O tempo por vezes parece que fica preso numa dimensão estranha... Viana tem destas coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Penetrei no antro.. Primeira coisa que vejo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Morcega de Turismo responsável pela humilhação dos caloiros. Sim esta mesmo.. Aquela que já faz parte da mobília da ESTG.. Estava a ser carregada inconsciente por alguns animais da mesma raça...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Muita bebida? Olhou para um espelho? Quem sabe.. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Na minha modesta mas sempre correcta opinião, fiquei feliz pela ironia. Uma pessoa que descarrega a frustração da vida em forma de poder comprado (mais provavelmente roubado...) sei lá de que forma, sobre jovens que não conseguem perceber o estranho comportamento desta esquizofrenica, nunca deveria dar sinais da tão rasca forma de vida que é uma doutora sexualmente e socialmente frustrada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Mas enfim, é Natal... Se calhar esta sua exibição foi uma prenda cómica para com o mundo... Bem que ela tem que pagar o tempo e espaço inutil que ocupa no planeta...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Adiante...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Uma simpática jovem doutora tinha cartões que permitiam intoxicar-se com Gin gratuitamente..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt; Ao fim de 3 e, perplexo pelo facto de o tempo em Viana estar dobrado sobre si mesmo o que permitia que este não fluísse e, consequentemente, que os preços da inflação não se fizessem sentir, resolvi ir embora o mais rapidamente possível...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;E que apesar das anormalidade do complexo Espaço-Temporal Vianense, sei graças a fontes isentas de qualquer suspeita, que a BT de Biana tem uns carros iguais aos daquele êxito cinéfilo da década de 80: Back to the Future, de forma que estes estão concerteza a par da operação Festividades 2007-2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Hasta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:85%;" &gt;Autor: GMDC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-677256156737032818?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/677256156737032818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=677256156737032818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/677256156737032818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/677256156737032818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2007/12/update-decembre07.html' title='Update Decembre/07'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-5050053492332660096</id><published>2007-11-07T18:08:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T20:23:45.682-08:00</updated><title type='text'>The Special One!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Uma coisa de que nos damos conta quando se entra na faculdade é que há pessoas capazes do maior ridículo para se sentirem partes de uma unidade social que lhes possa valorizar a existência .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa experiência social, que até aí é maior ou menor consoante o individuo em causa será sempre posta em causa e submetida a uma evolução forçada. Quer presenciemos estranhos hábitos alimentares, estilos de barba intermináveis, gostos musicais incompreensíveis, distúrbios emocionais, tiques nervosos assombrosos ou até cheiros inexplicáveis, existe sempre alguém capaz de nos relembrar que a biodiversidade de carácter de uma faculdade é incalculável. De facto, não raras as vezes chegamos a pensar que somos os únicos humanos normais por entre esta amalgama de aberrações da criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fomos um grupo receptivo a quaisquer diferença comportamental. De facto, isto era quase requisito para poderem despertar o nosso interesse. Porém, nada nos podia ter preparado para lidar com uma pessoa como o por nós intitulado (devido a aparências físicas, hábitos de higiene e forma de agir e pensar) " MAMUTE".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro com tão marcante personagem deu-se da forma mais inesperada e caricata possível. Saindo de casa (a do 3º ano) para  irmos jantar e apaziguar os revoltos ácidos estomacais que, bravos, lutavam contra a forte dose de álcool ingerida no rali das tascas desta mesma tarde, tropeçamos num carro da policia municipal estacionado em frente a nossa porta. Olhamos uns para os outros já a pensar em qual o de entre nós teria enveredado, mais uma vez, na ilegalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, imediatamente, demos conta que o furioso e faiscante olhar  do Sr.Agente  estava focado exclusivamente para a massa inerte  que jazia no banco de trás da viatura estatal. Bem mais curiosos do que preocupados, abordamos a autoridade perguntando-lhe se lhe podíamos ser de alguma utilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sr.Agente. O que se passa?&lt;br /&gt;- O QUE SE PASSA? disse ele gritando de fúria..&lt;br /&gt;- O que se passa é que vocês jovens são todos uns BÊBADOS!! Olhem para isso! Encontrei este cadáver estendido na rua e fui por isso incumbido de encontrar a sua residência e de o deixar em segurança!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditem ou não, veio logo acima o nosso filantropo viver académico e propusemos-nos a ajudar na medida do possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sô guarda, deixe estar. Nos tomamos conta da ocorrência. Deixe ver quem é este cidadão de 2ª categoria que nem consegue acabar um rali sem desmaiar, inerte, na praça publica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrimos a porta de trás e tapamos os orifícios nasais e bucais de forma preventiva.. Viramos o corpo adormecido sobre si mesmo e conseguimos ler na sua já vergonhosamente vomitada camisola as palavras que nos encheram de orgulho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;CALOIRO TURISMO 2002-2003&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;De lágrimas nos olhos, emocionados por ter encontrado alguém no meio de tanta carne de caloiro inútil que tivesse o potencial para ser um artista de nova geração, carregamos o cujo pela estreita e inclinada escada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frente, a velhota de ar sôfrego e de pesar sem duvida ignoto,  insultava o ébrio estudante e, ao mesmo tempo, agradecia calorosamente como uma ternura que só uma avó grata por um mero acto de atenção por parte de jovens dedicados. Por trás, o policia coordenava as operações com a metodologia que lhe foi incutida durante as duríssimas horas de treino a que foi sujeito. Por outras palavras só dizia e fazia disparates e acabava por dificultar o transporte de uma massa considerável através de um espaço limitado e sombrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa boa vontade foi tal que nem sequer roubamos nada da casa da anciã e até devolvemos a carteira do animal pré-histórico que acabávamos de arrastar até ao se palheiro. Mal se deitou, naquele pequeno quarto de odores secos e agressivos, regurgitou imediatamente os líquidos ingeridos e que o tinham posto em tal estado. Quando os gritos da idosa se tornaram insuportáveis e seus insultos inconcebíveis, resolvemos sair dali. Notou-se o ar de satisfação do guarda que devia com certeza estar satisfeito por ter um frete a menos a resolver antes da sua sessão de masturbação colectiva nos balneários da psp de V.do Castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que ficamos do Mamute foi a de que estava ali um diamante a lapidar. O potencial estava lá. Só precisávamos de dedicação para o fazer florescer..&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;No entanto, apesar do nosso acompanhamento, a sua evolução percorreu os mais trágicos caminhos. Não sabemos se terá sido do excesso de gordura ingerida nos manjares do Brasil ou do teor de acidez dos vinhos verdes, o Mamute tornou-se um mentiroso compulsivo e revelou uma ingenuidade que nem os anjinhos mais lerdos das terras e dos céus se podiam gabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia em que deixamos finalmente de acreditar nele veio no inverno. Abrigados da chuva pela laje antiga e gasta  que cobria a entrada da casa da védoria,  falávamos casualmente com o nosso discípulo. Em determinado momento, quando comentávamos acerca de quais as melhores e maiores festas populares do minho, Mamute disse tragicamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também fui às feiras novas. Eu e não sei quantos colegas metemos-nos no comboio já todos bêbados e só paramos em Ponte de Lima!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos rimos. Aliás, a hora era de consternação pelo tempo e esperanças perdidas. tínhamos depositado confianças nele... Matou a vida as ilusões que não voltaríamos a viver (A.M).. Ir de comboio até ponte de lima.. Só se fosse de gatas ao empurrão aos seus amigos.. Nem sequer existem linhas férreas em P-Lima..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta vergonhosa mentirasita aparentemente inofensiva tornou-se mito urbano em Viana do Castelo. Deu ainda para Mamute ser integrado como um animal de circo pelos mais desejados núcleos mas, o seu quarto de hora acabou no momento em que o viram a lamber as axilas repletas de chantilly do seu grande amigo TESTA LARGA de Guimarães...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos pena.. O Mamute era especial.. quase que foi o Special One de toda a nossa vivência académica. Porém, como o verdadeiro JM-SO, começou pela glória absoluta e, quando isso acontece, o unico caminho que existe é para baixo.. até ao fundo da escada da vida...&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-5050053492332660096?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/5050053492332660096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=5050053492332660096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/5050053492332660096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/5050053492332660096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2007/11/special-one.html' title='The Special One!'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-8460012279549563531</id><published>2007-10-23T18:00:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T21:13:09.996-08:00</updated><title type='text'>Any stupid given day!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_f8NrEs0E7FE/Rx61d1pnd6I/AAAAAAAAAAc/0OL4EPjPvrQ/s1600-h/P7230096.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_f8NrEs0E7FE/Rx61d1pnd6I/AAAAAAAAAAc/0OL4EPjPvrQ/s200/P7230096.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124732950216669090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Jak ZiE Mash&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Cheguei agora do bar do Lip mas, antes disso, fui ao Gota de Agua tentar ver a empregada que estava ontem de serviço e, que me pareceu ter tocado, propositadamente, ao de leve com o seu dedo na minha mão... quando me entregou o troco... Não estava lá.. No seu posto estava um gordo qualquer..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;4 Heinekens e uns salpicos de jeropiga na roupa vindos da mesa ao lado e decidi sair. No preciso momento, toda a gente subia para cima das mesas para dançar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Sair no auge da noite serve para aumentar o ego e mostrar-se importante. Pena só que ninguém repare e que todos se estejam nas tintas..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Agora estou inspirado para a escrita. Depois de ter visto as estudantes Erasmus Polacas e a pouca roupa com que saíram para a rua, estou feliz por viver em Portugal, num país onde ainda se tem dinheiro para comprar tecido que chegue para tapar as cuecas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Esta sensação de segurança para com a privacidade das nossas partes intimas e a quantidade de cerveja suficiente para por o meu cérebro a trabalhar levaram a que me lembrasse de uma bela tarde de primavera em Viana...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Naquela dia tínhamos acordamos a horas gregárias, ou seja, mesmo a tempo de ver Undergrads.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Depois de ter vencido a inercia que nos atava ao colchão por força da dor de cabeça e náuseas provindas de ingestões nocturnas anteriores, conseguimos ir tomar o pequeno almoço ao Lunas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Foi difícil não começar o dia (meio da tarde) com o pé esquerdo quando uma morcega peso pesado quis nos interditar o acesso à nossa sala de reuniões por pensar que fazíamos parte do rali das tascas que se estava a realizar nesta precisa tarde (que coincidência).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;No entanto depois de uns insultos e uns risos sarcásticos conseguimos quebrar o jejum e ajudar a enterrar os maus sabores da noite anterior. Para isso nada melhor que uma tosta mista e 6 Tagus fresquinhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Seguindo o deambular de almas condenadas pelas calçadas medievais, chegamos ao bar que tínhamos inaugurado uns anos antes. Este estabelecimento recebia anualmente o fluxo de detritos humanos que lá encalhavam, actuando como uma barragem que impedia a propagação &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;de valores imorais a horas decentes pela cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Esta parte do relato vai ter de ser descrita por flashes que não estão obrigatoriamente citados por ordem de acontecimentos. Na verdade faço o que posso pois como diz o povo e, o povo tem sempre razão, elas não matam mas aleijam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Através da espessa, quase palpável, bruma de embriaguez que obstruía a correcta percepção do mundo à minha volta, consegui heroicamente  reter algumas imagens: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- As paredes que faziam a rua do bar repletas das mais variadas cores e sabores. Massa aqui, Vinho ali, ora arroz, também batatas. Isso não sei o que é mas deve ter sido bom. Não podiam cá faltar rojões e alguma fruta para que a refeição seja equilibrada. No fundo, o beco era a representação por regurgitação do mercado do Bulhão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- O TS apostou um balde de vodka com um cientista maluco que conseguía beber o seu recipiente de vodka de golada. Isso resultou em 2 litros de batata fermentada de uma vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- Recordo uma língua de uma doutora. Não sei muito mais sobre isso mas acho que era azul.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- Acho que o Psico estava realmente a falar com pessoas que não conhecia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- Ts, sempre muito formal e bem vestido, estava a brincar ao SuperBall. Um Quarter Back tirou-lhe o sapato e lançou-o elegantemente. TS correu fintando o muro de defesas que se amontoava frente a porta do bar mas, quando parecia que ia receber o seu calçado na perfeição, espalhou-se dramaticamente no meio da multidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- Por incrível que possa parecer não sei o que estava Javali a fazer. Incrível!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- Tenho noção do Snoop Dog a fazer streap tease numa mesa. Não estou certo do sentido exacto do que estou a dizer mas sei que tenho esta imagem na minha mente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- Carregamos TS às costas pela cidade enquanto nos riamos com o facto de estarmos num estado em que não nos importava-mos com o espanto que as nossas figuras provocavam nos transeuntes. Por fim deitamos-lo no largo dos patos e afastamos-nos que chegue de forma a que ele parecesse abandonado. Foi hilariante vê-lo estendido num banco, sozinho, a vomitar e observar o choque na cara das pessoas que por ali andavam. Ahaha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- Chegamos a casa e trancamos o TS no quarto pois ele já não estava em condições de ser visto como ser humano. Quando fechamos a porta à chave e a passamos por baixo da porta para que ele conseguisse sair, só ouvíamos disparates de como ele tinha um encontro importante com uma fêvera  na Off mais logo a noite... Os bêbados dizem com cada  uma.  Ficou a salvo de si próprio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- Sei que pedi ajuda para subir à varanda e baloiçar-me à beira da morte todo nu gritando obscenidades para a rua. Obviamente os alvos eram os quartos da ala feminina da residência e o salão de esteticista que se encontrava logo ali em baixo mesmo a jeito de apreciar os decotes. Quando desci tropecei no estendal que estava a apurar a sua ferrugem à alguns meses. Peguei nele e mandei-o para cima do telhado para que não incomoda-se mais. Todavia, o vento, célebre entidade omnipresente em Viana, entendeu que tinha de se manifestar neste preciso momento e atirou o mesmo para a rua. Desculpem... Rua não.. Não chegou à rua pois aterrou em cima de um Audi A4 mal estacionado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- Descobri neste dia que falar com as autoridades policiais é uma óptima forma de ganhar clarividência em situações de decadência avançada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- Depois deste episódio entendi dar por terminado o dia. Chegava de emoções fortes e percebi que este tinha sido o dia mais curto da minha existência. Foram, desde que nos levantamos até que me fui deitar, 4 horas de triste vida académica. Fechei a porta do meu cubículo e adormeci a pensar na vida..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- Acordei a meio da noite com uma mensagem estranha de TS perguntado-me como estava a OFF. Entendi que ele se tinha escapulido do quarto e tinha ido para outro lado qualquer. Sabia também que Javali tinha ido acabar a noite de queima com o pessoal e que Psico também tinha planos privados. Estava a lamentar-me com a minha solidão numa noite de queima das fitas quando tive de ir vomitar. Detesto fazer isso quando não está minguem presente para se divertir com o facto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- O dia seguinte foi interessante. Acordei doentissimo e apenas o fiz porque estava a começar Undergrads. Tentei abrir a porta do quarto de TS para ver a série na sua Wide Screen TV mas a porta estava fechada. Quando abanei as velhas madeiras ouvi o bicho a exigir que lhe abrissem a porta... Parece que ele nunca tinha saído do quarto por não imaginar sequer que as chaves tinham sido passadas pela frincha. Estava compreensivelmente furioso por ter estado trancado longas horas e ter tido de urinar pela janela do 3º andar várias vezes para o meio da rua. Javali, este, também não tinha saído do quarto porque pensava que não estava ninguém em casa... Compreendemos o nosso grau de estupidez quando acontecem coisas destas... Estávamos todos em casa pensando que estávamos sozinhos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;- Apenas Psico tinha realmente arriscado por o seu ébrio corpo fora do nosso lar. Foi à Povoa de Varzim de carro ter como uma rapariga. Deu conta no dia seguinte que tinha ido descalço...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Resumindo... Mais uma boa memória que apenas podia ser desenterrada através de um estado de espírito semelhante... Neste caso a de uma noite perdida inutilmente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Autor: GMDC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-8460012279549563531?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/8460012279549563531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=8460012279549563531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/8460012279549563531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/8460012279549563531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2007/10/deep-into-pit-of-lost-pride.html' title='Any stupid given day!'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_f8NrEs0E7FE/Rx61d1pnd6I/AAAAAAAAAAc/0OL4EPjPvrQ/s72-c/P7230096.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-3986178542755978046</id><published>2007-10-09T18:23:00.000-07:00</published><updated>2007-10-09T18:57:06.480-07:00</updated><title type='text'>Update 10/2007</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Este mês justifica um Post devido aos importantes acontecimentos que tem surgido no seio dos Artistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço um parênteses no tom jocoso que habitualmente caracteriza esta inútil compilação de pensamentos para salutar o mais importante elemento feminino deste perverso grupo de amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a acontecimentos sérios fica aqui pela minha palavra, que penso ser aceite por todos, um grande abraço de solidariedade e votos de força interior para superar esta fase menos agradável da vida. Por nossa parte haverá sempre boa disposição e suporte a 200% pelo que mais vale pensa nos bons tempos que vão surgir e nos que passaram do que procurar causas e justificações que nada vão resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conselho Artístico é o de levar a vida alegremente sem se preocupar demais com o que não é essencial (beber e comer) Este é o segredo da eterna felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;___________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Falando de coisas bem melhores (ou não), existiram varios eventos que alteraram o equilíbrio universal do nosso ecossistema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;-1: Javali -&lt;/span&gt; Como todo bom Navalheiro peso pesado conseguiu ludibriar a desconfiança do sexo oposto e traiu uma fêmea para a sua toca. Agora, neste antro de actividade sexual vive feliz e satisfeito com as suas partes baixas. Como perspectivas futuras quer planear um jantar para comemorar o doce viver que usufrui neste momento.. Ao menos isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;-2: Psico -&lt;/span&gt; Resolveu esticar a corda do suicido e ir de Road Trip para... Marrocos.. A ultima noticia que tivemos dele até à hora do Post foi que teve de subornar nativos para poder passar a fronteira com a sua carrinha... Boa sorte.. Nos acreditamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;-3: TS: -&lt;/span&gt; Já é conhecida  a sua propensão para decisões controversas mas desta vez é abuso. Empenhar-se financeiramente para bonificar a sua performance masculina... Francamente..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;-4: Laranjinha: -&lt;/span&gt; Falei com ele depois de o acordar as 11h00 da manha... Isso atesta por si so a qualidade de vida do ALgarve...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 51);"&gt;Nº5: Moi même -&lt;/span&gt; Cheguei agora de Guimarães.. Fui jantar com TS ao Xixa Come e depois encontramos-nos com o Javali. Tivemos que esperar num local aproprio para deficientes pois ele não conhece nem a cidade berço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cafezada no largo Oliveira mais umas rodadas de finos na celebre cervejaria Martins.. (Os gajos não perguntam se queremos mais... Se o copo estiver vazio eles servem... Tipo Rodizio há bebado desempregado do Vale do Ave).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tudo acabou com uma melancólica meditação à porta do Multiusos de Guimarães que esperava pelas dezenas de camionetas com miúdas meias bêbedas de Jeans Body fit e top provocador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velhotes parecíamos nós ao pé daquela folia estudantil... Resolvemos ir para casa descansar o reumatismo...&lt;br /&gt;___________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: GMDC&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-3986178542755978046?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/3986178542755978046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=3986178542755978046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/3986178542755978046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/3986178542755978046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2007/10/update-102007.html' title='Update 10/2007'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-6654295051679079619</id><published>2007-08-13T19:09:00.001-07:00</published><updated>2007-08-13T19:14:32.484-07:00</updated><title type='text'>Time After Time</title><content type='html'>Descansem os tímidos visitantes deste blogg. Afastem as tenebrosas e maldosas ideias de que esta enciclopédia de historias tinha chegado ao fim depois de tão curta vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo que meses depois de uma intensa produção de lembranças, uma fase mais modesta surgiu. Contudo, tudo tem uma razão... Até o nada e a ausência de tudo tem uma razão de ser pelo que o próprio invocar destes conceitos não faz sentido... Fdx.. la estou eu outra vez... Por favor.. Insultem-me e mandem-me calar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a coisas sérias..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito que nos queiramos manter iguais a nós próprios, todos tem de seguir a sua vida... Passarei a comentar brevemente o que temos vindo a fazer neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 anos depois do fim da vida académica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Javali:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Voltou a terra firme mas não deixa de meter água. Depois de ter passado meses num navio tem agora um trabalho muito gay... Vende tintas e é um EXPERT em paletes de cores... Que raio lhe fizeram lá no convés...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;Laranjinha:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Imigrou para lá da ponte da Arrábida e encontra-se nos reinos dos Algarves a passar o tempo entre os petiscos, a praia e o emprego a que chama trabalho. Gostaria de lhes dizer onde se encontra precisamente mas, sem surpresa, disse-me que não sabe onde está nem para onde vai ir a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Baco:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Alcançou o sonho de qualquer homem. Vai ser pago para percorrer o pais de cima abaixo para despir e vestir corpos esculturais de manequins.... Pena que sejam manequins verdadeiros, ou seja, de cera ou outro material qualquer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;-Psico:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Também cruzou as terras lusitanas até parar nos confins das quase arábias. Tem um nobre tacho na corte de uma cidade interior algarvia. Partilha uma caverna com o Laranjinha e, recentemente, com o insistir do sol africano, perdeu o juízo e anda vestido na rua como um Árabe sem barba. Adoptou até o Pseudónimo de Al-Garbe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 51);"&gt;-TS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O filho bastardo voltou a casa. Despediu-se para poder ter férias e agora volta para perto do mostro que o amamentou. Entretanto encontrou um brinquedo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu?.&lt;br /&gt;.. Eu...Eu.. ando perto da praia raramente lá chego por causa das esplanadas que estão mesmo em frente... Entretanto brinco com o TS com o seu Brinquedo novo mas que, na realidade, é velho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;BJ40 na Falperra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Neu5P-U5Pdo"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Neu5P-U5Pdo" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como puderam ver, andamos todos muito ocupados pelo que, por vezes, esquecemos-nos do nosso clube de fãs ocasionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, regozijem-se os amantes da boa leitura e da novela com a notícia que agora segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora este blogg não mais estará limitado ás memórias do passado como também passará para fora o relato dos nossos desvios diários...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255);"&gt;Até lá.. MUÁAH!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-6654295051679079619?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/6654295051679079619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=6654295051679079619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/6654295051679079619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/6654295051679079619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2007/08/time-after-time_13.html' title='Time After Time'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-8843025872742094773</id><published>2007-04-24T05:26:00.000-07:00</published><updated>2007-04-24T05:27:50.672-07:00</updated><title type='text'>COISAS QUE DEVES SABER ANTES DE ENTRAR NA FACULDADE:</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 1. Não importa a que horas é a primeira aula, vais dormir durante ela; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 2. Vais mudar completamente e nem vais notar; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 3. Podes amar várias pessoas de maneiras diferentes; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 4. Estudantes Universitários também mandam aviões de papel durante as aulas; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 5. Só vais conhecer alguns dos professores no dia do exame; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 6. Cada relógio do prédio tem uma hora diferente; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 7. Se eras inteligente no secundário... a inteligência deve ter ficado por lá; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 8. Não importa tudo o que prometeste quando passaste no exame, vais às festas da faculdade, mesmo que sejam na noite anterior à prova final; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 9. Podes saber a matéria toda e a prova correr-te mal; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 10. Podes não saber nada da matéria e tirar dez; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 11. A tua casa é o ultimo lugar para visitar; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 12. A maior &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; parte do conhecimento que adquires é fora das aulas; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 13. Se nunca bebeste, vais beber; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 14. Se nunca fumaste, vais fumar; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 15. Se nunca fodeste, vais foder'; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 16. Se não fizeres nada disto durante a faculdade, não o farás nunca mais na vida, a não ser que andes de novo na faculdade; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 17. Vais tornar-te numa daquelas pessoas que os teus pais te dizem para não conhecer; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 18. Psicologia é na verdade Biologia; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 19. Biologia é na verdade Química; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 20. Química é na verdade Física; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 21. Física é na verdade Matemática; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 22. Matemática continua a ser uma merda; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 22. Ou seja: mesmo depois d'anos de estudo, não vais saber nada e vais acabar o curso a pensar que não estás preparado; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 23. Vais descobrir que depressão, solidão e tristeza não são coisas de quem não tem nada para fazer; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 24. Vais prometer sempre que no próximo semestre estudas mais,prestas mais atenção às &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; aulas e vais a menos festas, mas vai aconecer sempre o contrário; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 25. Ter um zero é normal; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 26. As únicas coisas que compensam na faculdade são os amigos que vais fazer; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 27. Não verás a hora de terminar a faculdade; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 28. E quando acabar, perceberás que foi a melhor época de toda a tua vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; OS SINAIS DE QUE JÁ NÃO ESTÁS NA FACULDADE: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 1. Fazer sexo numa cama de solteiro é um absurdo; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 2. Há mais comida do que cerveja no frigorífico; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 3. 6:00 da manhã é a hora a que acordas, e não a hora a que vais dormir; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 4. Ouves a tua música preferida num elevador; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 5. Andas c/ guarda-chuva e dás a maior importância à previsão do tempo; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 6. Os teus amigos casam-se e divorciam-se em vez de andarem e acabarem; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 7. As tuas férias passam de 130 para 26 dias por ano; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 8. Calças de ganga e sweet não são consideradas roupa; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 9. Chamas a polícia porque &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; o jovem vizinho não sabe como baixar o som; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 10. Deixas de saber a que horas os snack-bars fecham; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 11. Dormir no sofá dá-te uma puta de dor nas costas; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 12. Nunca mais dormiste do meio-dia às 6h da tarde durante a semana; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 13. Vais a farmácia comprar um remédio para a dor de cabeça e antiácidos em vez de preservativos e testes de gravidez; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 14. Tomas o pequeno-almoço à hora própria; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 15. Mais de 90% do tempo que passas em frente ao computador estás a trabalhar; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; 16. Não bebes sozinho em casa, antes de sair, para economizar dinheiro p/a noitada; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt;17. E o mais importante... Não tens tempo sequer de ler este post e aproveitar para passá-lo aos teus velhos amigos, para que eles se lembrem que também estão velhos e os bons tempos da faculdade já eram... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; O TEMPO PASSA DEPRESSA DEMAIS!!! &lt;/span&gt;&lt;tt&gt;&lt;br /&gt; &lt;/tt&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-8843025872742094773?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/8843025872742094773/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=8843025872742094773' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/8843025872742094773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/8843025872742094773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2007/04/coisas-que-deves-saber-antes-de-entrar.html' title='COISAS QUE DEVES SABER ANTES DE ENTRAR NA FACULDADE:'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-8330540957168125769</id><published>2007-02-17T13:36:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T21:13:10.239-08:00</updated><title type='text'>Relato de um caso prático. Hipnós e sua influência na vida académica. Um teorema de carácter militar e mitológico.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_f8NrEs0E7FE/RdoUhrZfmqI/AAAAAAAAAAM/umzpUe2TSRc/s1600-h/logo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_f8NrEs0E7FE/RdoUhrZfmqI/AAAAAAAAAAM/umzpUe2TSRc/s200/logo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033358102357842594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);font-size:130%;" &gt;Epígrafe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Muitas vezes sentíamos-nos diferentes. Muitas vezes não nos queríamos envolver com os comuns estudantes. Muitas vezes tentávamos distinguir-nos pela nossa imaginação e, quase sempre, tínhamos razão de e, para assim agir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Pelas mais diversas razões mas, essencialmente, pela qualidade duvidosa do divino néctar de Baco assim como pelas companhias de interesse duvidoso, resolvemos faltar ao tradicional jantar de curso da recepção ao caloiro daquele que foi o nosso 3ºano de académicos bons viventes. No entanto, apesar do núcleo duro dos artistas ter decidido ir jantar num outro restaurante, isso é, bem longe da sôfrega reunião dos restantes camaradas de curso, 2 emissários foram mandados em sacrifício como Participantes/Observadores para que não corrêssemos o risco de não estar a par de algum acontecimento relevante para os nossos pertinentes julgamentos acerca da vida social Vianense. Note-se que apesar dos poucos defeitos que, modestamente, admito que pudéssemos ter tido, a nossa inviolada moral nunca nos permitiria conjecturar sem acertados fundamentos provindos de fontes seguras, filedignas e incorruptíveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Assim sendo, foram escolhidos para esta missão de reconhecimento &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;undercover&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;, os 2 elementos que, na nossa perspectiva, melhor se enquadrariam no ambiente em questão. Destacados o TS e Javali, a noite prosseguiu como planeado até certa altura...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51); font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Autor: GMDC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capitulo I&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Enfastiado de vinho maduro sobre-aquecido e, ainda sofrendo dos abusos alcoolémicos da noite anterior, decidi não me deslocar para o antro onde se praticava lenocídio de caloiras naquele ano. Os restantes agentes, estes, sempre fieis aos seus postos, incumbiram-me porém de uma ultima incumbência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Nada me fazia suspeitar, até então, que algo poderia ter corrido mal. Quando não há notícias, estas são sempre boas. No entanto, subindo as difíceis escadas de caracol com uma recruta feminina que, tinha o simples papel de entregar ao mesmo a carteira que o Psico tinha deixado em casa, percebo que o esquadrão nº1 tinha cumprido a sua tarefa bem demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Bem demais estão alguns dos leitores neste momento a pensar. O que é que pode ser bem feito demais? Não será isso uma questão do aborrecido e, na minha opinião, supérfluo  forro filosófico? Saltando intermínáveis e inúteis horas de discussões inconsequentes, o facto é que TS e Javali tinham levado naquela noite o termo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;undercover &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;a um nível que antes nunca sequer tinham os mais ambiciosos ousado sonhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Lembro me de os ver sair de casa os olhos brilhantes com uma felicidade e orgulho que só os puros, jovens ainda ingénuos, ainda tem coragem de ressentir nos seus âmagos ansiosos por abraçar uma causa qualquer. Sempre alegres por desempenhar uma missão, esta não era, à partida, um obstáculo as suas imaculadas folhas de serviço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;No entanto, lá estava eu com a recruta atrás de mim. Na penumbra hesitante que só os ares abstractos da casa do 3º ano oferecia, tínhamos-nos esgueirado  pelas íngremes escadas  até ao corredor central. Pressenti imediatamente que algo não estava bem. É estranho que numa sociedade envolta pela tecnologia e pela dessensibilização dos instintos, o ser animal entorpecido dentro de nós ainda consiga, bem que fugazmente, emergir das nossas entranhas despertando-nos o sexto mítico sentido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Logo que fiquei ofegante e senti a apreensividade da pessoa atrás de mim, senti o velho desgastado soalho de madeira a vibrar. A onda de choque furiosa, cujas sequelas consecutivas aumentavam a intensidade global das oscilações do chão instável, era quase palpável. Ao mesmo tempo que estudávamos, aterrados, este fenómeno, começamos a ouvir uns estrondos roucos e pesados que me recordava uma cena que ficou na história do cinema. Estou me a referir mais especificamente  aos impactos  dos passos do&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Tyrannosaurus REX &lt;/span&gt;na famosa saga dirigda por Steven Spielberg.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Senti-a a agarrar-se ao meu braço insegura quanto ao que poderia esconder aquele escuro corredor. O nosso stress aumentou quando entrevimos por entres as frinchas da porta de um quarto, uma cansada luz amarelada. Dei um cuidadoso passo atrás como precaução tendo, no entanto, cuidado com o absimo com o qual as escadas nos ameaçava. Foi neste preciso momento que o mistério se revelou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Javali abriu de rompante a porta do quarto. O seu denso cabelo revolto, invocador de um estilo Holiwoodiano fora de moda desde os anos 80, tal juba de um animal sem glória. As suas vestimentas eram nulas a não ser que, consideremos como tal, as pálidas cuecas brancas tão reservadas na discrição de seu dono como, talvez, reveladoras da sua pouca ou nenhuma utililidade exibicional para com o sexo oposto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Boquiaberta, a jovem que me acompanhava assistia em primeira mão a este triste espectáculo. A proeminente barriga de TS liderada todo este carrocel vergonhoso. Este pequeno , mas largo, ser humano, passou por nós correndo desenfreadamente numa ânsia descontrolada rumo às casas de banho. Cheguei a temer pela estabilidade do prédio e, só consegui  esquecer  o penetrante ruído dos seus passos, quando ouvi o gorgolejar espesso do seu vómito caindo nalguma superfície dura destina a outros propósitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Envergonhado pela situação, entreguei a carteira e despachei a jovem recruta pelas escadas menorizando sem convicção o que ela tinha acabado de ver. Neste momento apenas estava tentando alcançar Javali antes que este desfalece-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Levei o para o quarto, tal túmulo eterno, e consegui arrancar dele um ultimo estertor justificativo. Empenhando-se ao máximo para aderirem ao visco do ambiente de um jantar de curso, os nossos 2 queridos agentes cometeram o pecado mortal dos infiltrados. Ou seja, tornaram-se como os espionados não conseguindo, apesar dos intensos treinos quase diários, integrarem-se naquela imunda forma de vida sem sofrer uma certa atracção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;No entanto, apesar de seriamente debilitadas, Javali ainda consegui usar algumas das suas capacidades para regressar à base. Fazendo jus da faísca que apenas os grandes homens tem, consegui, a muito custo, ultrapassar alguns inimigos dos quais apenas os mais relevantes passarei a citar: Gregório, Equilíbrio, Narcolépsia e um tal de Maisalcool.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Antes da sua consciência cair na escuridão, revelou-me ainda mais uma coisa:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;-O Ts.. Ajudem-no..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;-TS? Ainda esta lá fora? Insisti zangado comigo mesmo por te-lo esquecido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Senti-me aliviado. Tinha chegado a pensar que ele pudesse ter-se juntado ao campo oposto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;-Está, nem imaginas como ele está.. Coitado.. Vomitou-se todo.. Ajudem-no..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;E calou-se finalmente..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Neste momento senti-me revoltado pelo meu egoísmo. De facto, apesar da gravidade do momento e da preocupação por saber que andava um dos nossos lá fora exposto e vulnerável, senti me incrivelmente feliz. Feliz por ter tido a oportunidade de presenciar uma destas tão raras atitudes onde, o ser humano no seu ultimo folgo, tem por preocupação a salvaguarda de um companheiro. Uma atitude destas é digna das mais altas das condecorações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Ainda extasiado pela nobreza de sentimento que tinha sentido por parte de Javali, afastei a imunda sensação de reconforto de dentro de mim. Fechei nostálgico a porta do quarto imaginando quando é que alguém voltaria a deixar a luz lá entrar, e prostrei-me na varanda agreste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Olhando para a cidade que se embebedava de noite, perguntei para mim:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;Onde estará TS? O que lhe vai acontecer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Autor: GMDC&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102); font-weight: bold;"&gt;Capítulo II&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;" &gt;Depois do bem su&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;" &gt;cedido projecto para representar a tradição marítima vianense na Expo 98, Pedrosa &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;" &gt;Quintela rapaz ambicioso, decide lançar as suas redes a outros intentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;" &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Vivia com o sonho de discotecas, mas a tradição de família imponha-se para fazer vida de pescador. Sempre a fervilhar de ideias nos tempos vagos da faina marítima, Pedrosa Quintela procurou rentabilizar o extinto projecto da Expo, e decide adapta-lo a outras funcionalidades. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;De tão habituado às ondulações que a faina lhe impusera, Pedrosa Quintela tinha dificuldades em adaptar-se a terra firme. Especialmente, quando dançava em discotecas. Era um autêntico desajeitado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="georgia" style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Esta particularidade falou mais alto na hora de decidir o que fazer com o projecto. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Assim decide criar um espaço onde conjugasse todos os factores que lhe preenchiam a vida; mulheres, mar e discoteca. Daí não tive outro caminho, e nasceu o mais alternativo e inovador recinto de diversão do Alto Minho: A Sereia da Gelfa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Ora, uma festarola académica que se preze não pode passar ao lado da tradição, nem muito menos da novidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E assim foi...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Capas ondulantes, gesticulações, risos, comentários e alegrias desprovidas de lucidez acompanhavam a azafama estudantil que empilhava os autocarros com destino à pista prometida. De um modo geral uma ânsia fervil pairava sobre nós estudantes. Para os novatos caloiros a ânsia de conhecer, para nós doutores a ânsia de sermos conhecidos. É o pretérito mais que perfeito da vida académica!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Apesar de nessa semana de recepção ao caloiro estávamos em maré de azar em matérias de condução, policia, álcool e discotecas, decidimos mesmo assim não dar parte de fraco e ir de carro... e para não variar... irmos (quase) todos!&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;E partimos para o imprevisto... deixando para trás o amontoada de gente zombificada que aguardava o próximo autocarro de serviço. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Para a maioria de nós era mais um simples rescaldo das noites anteriores mas, para o nosso TS tudo era novidade. Trabalhador estudante, sentia-se na obrigação de aproveitar ao máximo a folia estudantil, quer por sua vontade quer por vontade do grupo. De maneiras que, mesmo sobre efeito de muito cansaço e álcool, a noite à uma da manhã ainda tinha muito para dar!&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;A viagem correu bem, apenas uma má disposição devido à pouca arrumação que o automóvel tinha, obrigando o nosso TS a ficar entalado no meio do banco de traz. Entre o sono e caimbras o nosso TS lá ia soltando um «dá-lhe gás» ou o clássico «passa um fininho àquelas febras ali» que tão bem o caracteriza. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Chegados ao destino, pasmaram-se-nos os espíritos com toda aquela confusão. Para começar três filas à porta de entrada, um parque de estacionamento a abarrotar de carros, e uma autêntica esquadra de arrumadores por eles atraídos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Ora isto de atraídos pelos carros não é assunto exclusivo para arrumadores... e eu sei do que que falo! É que o nosso amigo TS também tem atracção por automóveis... em particular por&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;espelhos, tejadilhos e portas! &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Apesar do seu temperamento tranquilo e nada dado a grandes manifestações é um rapaz que depois de umas boas litrenas tem umas tendências com contornos de obsessão. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Devido à sua perna longa e ao seu magnífico modelo de sapatos, a hipótese de subir e saltitar por cima dos carros sem dó nem piedade, proporcionando a quem assiste momentos de rara beleza nunca fica por terra. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Aquilo afigura-se como uma nova vertente das tão badaladas Danças Urbanas, em que o nosso ARTISTA conseguiu misturar o sapateado com o balé na perfeição!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;«Peeessssooaaaal......»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;«temos que controlar o TS porque com tanto carro por perto ou o aguentamos agora ou nunca mais o apanhamos»&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Nisto vira-se o TS «Pá vou ali dar uma mija e já venho!»&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Agoirados... nem é tarde nem é cedo... fomos todos com a desculpa de cumprir o famoso ditado de que "quando mija um português mijam logo dois ou três" embora a vontade também tivesse o seu contributo. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Bom, o certo é que o pior dos cenários tinha sido ultrapassado e caminhava-mos então para o interior da discoteca prometida. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;A expectativa era muita, pois tratava-se de umas das criações mais esotéricas da região, protagonizado pelo emblemático Pedrosa Quintela.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Além do mais, o simples nome Sereia da Gelfa afigurava-se-nos como que um autêntico Santo Graal de diversão nocturna. "Sereia" era automaticamente associado a "mulheredo" e "Gelfa" soava invariavelmente a marca de cerveja. Isto bastou para nos comandar as vontades e aguçar as expectativas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Na entrada, ficamos cegos pelos holofotes e não reconhecíamos ninguém.. muito menos adivinhar qual o aspecto da disco pois tudo era sombra e som naquele momento. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Totalmente ofuscados, achamos por bem restabelecer energias e assentar um pouco as ideias pelo que encostamos no primeiro balcão que encontramos. Lá fomos bebendo umas "gelfas" enquanto observamos "pseudo sereias"&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e particularmente o próprio espaço.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;O recinto era encantador, cheio de luzes que nos remetiam para um cenário de navegações em pleno alto mar. A pista de dança equipada com um sistema de molas amortecedoras, fazia os dançantes ondular consoante o ritmo da música. Dava a sensação de estarmos sobre o mar. O sistemas foi tão bem projectado que bastava um só individuo a dançar para movimentar a pista, fazendo com que todos se sintonizassem ao mesmo ritmo, mesmo aqueles que não dançavam. Ali toda a gente se mexia não havia hipótese. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Tudo ia normal até uma pouco enfadonho diga-se de passagem, os artistas já davam sinais de cansaço. Até que alguém deu a ideia de ir esticar a pernanga para a pista. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Passaram-se umas musiquitas, umas bebidas, umas risadas, a moka começou a abater-se sobre nós e quando demos por ela estávamos um em cada ponta da pista. Fomos levados ao sabor da corrente tal e qual como no mar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Com algum esforço à mistura, por entre toda a aquela gente lá nos conseguimos juntar e chegamos à conclusão de que tínhamos que dançar para não sermos levados novamente. No entanto, para poupar esforços, decidimos que um só elemento do grupo é que dançava enquanto os restantes serenavam ritmadamente. Ora o membro do grupo mais indicado para o efeito era sem dúvida nenhuma o nosso amigo Javali, que dramaticamente, ficou impedido, sem explicação plausível, de acompanhar o grosso dos artistas até esta surpreendente discoteca.. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Desta maneira, com tanto cansaço, bebida e embalanço, aconteceu a mais insólita e improvável situação que eu alguma vez presenciei em toda a minha vida num estabelecimento de diversão nocturna. O nosso amigo TS, que pelos mais diversos motivos, se sentiu tão embalado que adormeceu em plena pista de dança! Exactamente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ADORMECEU&lt;/span&gt;... e de pé!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Este individuo conseguiu vencer, não direi todas, mas umas quantas leis universais da física moderna. Faltou-lhe foi vencer por completo a lei da gravidade porque a sua cabeça teimava em pender-se vertiginosamente para o chão, e umas tantas vezes para trás e outras que tantas, para os lados. Facto que obrigou o nosso artista a recorrer à técnica da "ombriedade" que como o próprio nome indica tem a ver com ombros e solidariedade (ombr+iedade) que mais não é do que contar com o apoio dos ombros dos outros.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Orgulhosos de tão belo momento acrobático, não mais ousamos desamparar o nosso herói na sua insólita odisseia narcótica.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Meus amigos... o que acabei de contar foi simplesmente um marco histórico da humanidade, um episódio que por motivo de contextualização, só comparado às aventuras de Ulisses.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Naquele reduto tempestuoso, o nosso TS sentiu-se tão preso ao sono como Ulisses ao mastro da caravela aquando da sua travessia pelo mar das sereias. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ao nosso artista não houve canto de sereia que o despertasse, nem mesmo aquela música do "I Will Survive de Gloria Gaynor" o acordou do seu vertical soninho em pleno mar de vi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;brações&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-size:100%;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Autor: Laranjinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-8330540957168125769?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/8330540957168125769/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=8330540957168125769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/8330540957168125769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/8330540957168125769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2007/02/epgrafe.html' title='Relato de um caso prático. Hipnós e sua influência na vida académica. Um teorema de carácter militar e mitológico.'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_f8NrEs0E7FE/RdoUhrZfmqI/AAAAAAAAAAM/umzpUe2TSRc/s72-c/logo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-7596404869040951644</id><published>2007-02-13T07:04:00.000-08:00</published><updated>2007-02-13T14:48:39.978-08:00</updated><title type='text'>A casa do 3º ano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.buriedantiques.com/images/home%20sweet%20home.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.buriedantiques.com/images/home%20sweet%20home.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Por entre as mais etéreas  recordações dos anos de esforçado e, comparticipado, ócio, estão os tempos passados na 3ª gurita. Local estranho este, desengonçado, sem jeito e, ao mesmo tempo tão incrivelmente apto para os nossos débeis estados mentais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Localização estratégica tal qual o covil anterior desta vez, porém, potenciada pela proximidade dos estabelecimentos de diversão nocturna e pela feliz vizinhança. Na verdade, e quanto a isso ponho a minha mão no fogo, o facto de a nossa célebre varanda escarpada da rua da Védoria estar cara a cara com as janelas da ala feminina da residência estudantil da ESTG, nada teve a ver com a nossa decisão de ir assombrar o imóvel em questão e os pobres moradores propínquos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Devo dizer que a primeira vez que visitei o local que, seria no próximo ano lectivo, o nosso nicho de refugio, fiquei bastante perplexo. Na verdade, para além da  invulgar arquitectura interior deste edifício classificado, segundo o excentricamente diabólico senhorio, como edifício de interesse municipal (concordo com esta designação mas só depois de aí termos habitado), vários aspectos estranhos saltaram me à vista com toda a força das evidências levando-me, até, a por em causa a habitabilidade do andar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Assim, seguem agora alguns aspectos peculiares, quase anedóticos :&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;1º: A Portinhola&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;A porta de entrada em madeira bruta cujas tábuas, sem tinta, deixavam entrever o interior e, permitiam livre curso ao agreste sopro marítimo, despojado dos seus veraneantes sonhos pela crueldade do Inverno Alto Minhoto.   Na sua totalidade, esta peça de bruta artesanalidade, invocadora  de outros tempos (menos preocupados com a estética do que com a função), tinha a virtude de afastar os curiosos pelo simples facto de nem um ladrão do mais baixo calibre estar disposto a arriscar-se ser apanhado numa tão aparentemente miserável moradia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;2º:  As Escadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Interminável caracol de acentuada inclinação substanciadora dos mais perigosos  efeitos do álcool. Fortuna, divina providência, os nossos hábitos degradantes, certificado de estupidez de um viver de estudante. Nunca ninguém partiu nenhum osso. Estafados chegavamos ao 3º piso, depois de termos vencido a enorme travessia da caixa de ar gélido que, nos edifícios pós-medievais,   era hábito encontrar em vez dos tradicionais patamares de acesso aos outros pisos. Nestas primordiais habitações, não se poupava espaço e, assim, cada andar tinha o seu próprio acesso para a rua e a sua individual escada de acesso até ao conforto do lar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;3º: O estado de conservação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Resumirei ao máximo as sensações que tive quando, pela primeira vez, observei o interior deste monstro. Isso porque custa-me de facto relembrar os suores frios, o nojo e a vergonha. O chão estava coberto de um pó branco o qual, no fundo de mim mesmo, pensei ser um narcótico ao acaso. No entanto, a explicação muito oportuna que nos foi dada, foi que tal inesperada situação era da inteira responsabilidade das inquilinas anteriores que, apesar da oposição do proprietário,  tinham infestado o espaço com as pulgas do seu gato. Mais do que isso, a ironia palpável que emanava das paredes, fez me ver que, apesar da convivência proibitiva de um felino com os seus donos, estes também tinham dividido o espaço com uma espécie de roedores difamados há séculos, por serem os portadores do vírus mais mortal da história da humanidade: A peste Negra. Finalmente, o vazio das paredes, o ar gélido (capaz de quebrar os mais duros ossos) que deslizava pela serra e entrava pelas inúmeras frinchas do prédio, o forte odor a tinta e verniz de má qualidade, compuseram o "bouquet" final que levou ao fecho do contrato com a agência imobiliária. O masoquismo crónico da nossa irreverência não podia nunca deixar que tão carismático local, de características raras, se escapasse. Tanto potencial em promiscuidade diária com a nossa criatividade só poderia dar origem a uma linda história de terror.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;4º: A Varanda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://aycu01.webshots.com/image/11120/2005752798722865962_rs.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://aycu01.webshots.com/image/11120/2005752798722865962_rs.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Sem duvida o ex-libris do lugar em que habitamos neste ano. Ampla, com vista privilegiada sobre o Monte de Santa Luzia , não eram atraídos frequentemente os nossos olhares, para tão nobre monumento. Mesmo sendo ícone de uma região, as nossas vistas poisavam mais facilmente assim como, frequentemente, em zonas mais baixas do horizonte. Na verdade, tínhamos preferência, vá se lá saber porquê, pelas glândulas mamárias das vizinhas da frente e, não raras vezes, pelas suas fascinantes peças de roupa interior que flutuavam furiosamente arrebatas pela ventania da cidade. Este nicho estratégico era usado assiduamente para as mais variadas aplicações de ideias geniais que nos surgiam diariamente. Citando apenas algumas destas situações, sou levado a optar pelo arremesso de objectos contundentes para o pátio da residência, as competições de tiro ao alvo (onde o prémio era atribuído a quem mais lixo conseguía introduzir no quarto da "bocinha de broche" pela janela que tinha ficado aberta), o chuveiro holandês  (acertar com baldes de agua nos erasmus que entravam no restaurante chinês), os teste de visão (tentar observar com atenção o interior dos decotes que passavam lá em baixo), as sessões  de naturismo, o campeonato do arremesso do estendal e os relaxantes pique niques.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;5º As dispensas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;A estranha utilização do espaço por parte do alcoólico inepto que desenhou o projecto desta casa, levou a que, nos mais inesperados locais, se encontrassem dispensas de arrumação totalmente inúteis. Na sala, na cozinha e até nos quartos haviam dispensas as quais, apesar de originalmente supérfluas,  foram devidamente afectadas a propósitos bem mais castos. Assim, o quarto da varanda viu a sua função alterada. O que no início era uma normal (na medida do possível) divisão do antro, viu-se transformado num agradável pátio interior. Os espaços de armazenamento, estes, serviram para alojar colchões onde dormiam dois dedicados estudantes. Os agora denominados CUBÍCULOS ou CAIXÕES revelaram-se extremamente profíquos no que toca à conservação do pouco calor gerado pelos nossos  corpos durante as geladas noites de  Inverno. Para além disso, foram descobertas particularidades mágicas capazes de serem usadas como suporte à teoria da relatividade de Einstein. Isso porque, apesar de parecer inédito, a total ausência de luz e de som no interior destas heteróclitas celas de decomposição, o tempo, de facto, passava a uma velocidade diferente do que no exterior destas mesmas. Inúmeras foram as ocasiões em que de lá se saiu as 16h00 pensando, no entanto, que apenas alguns minutos tinham passado desde que lá entramos para descansar/ressacar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Gostaria de me alongar infinitamente acerca dos peculiares elementos que, no seu uno, formavam a casa da Vedoria. Porém, tenho a  noção que apesar de parecerem inócuas, tantas sugestões, podem levar a que algumas crianças de hoje, estudantes de amanhã e desempregados do futuro, tentem repetir, melhorar mesmo, os nossos feitos pelo que, prudentemente, vou abster-me de outras referências.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Continuo agora este post com mais algumas menções às vivências  procedentes da casa do 3ºano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;- O Senhorio:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Ser abomínavel que reunia em si mais defeitos  do que até agora se julgara possível.  Acho até, que o ideal seria inventar novos adjectivos capazes de o  representar fielmente. Ama o dinheiro mais que a si próprio, não respeitava a privacidade alheia e tinha aquela irritante capacidade de falar constantemente sem se dar conta da apatia e do aborrecimento da sua audiência.  Passou ao lado de uma grande carreira de docente do IPVC. Tentamos engana-lo não pagando as contas acumuladas ao não abrir deliberadamente as portas aos fiscais da EDP e da companhia das águas. Porém,  dotado de uma persistência invulgar,  os telefonemas constantes e correspondência inesgotável , fizeram com que nos decidíssemos  finalmente a regularizar os pagamentos quase meio ano depois de deixar o imóvel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;- O Telhado:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Esta área foi nos proibida logo no primeiro dia. Porém, como poderia-mos nós resistir ao apelo do desconhecido? Como faríamos para lutar contra a natural invocação da descoberta? Como bons Portugueses que somos, ávidos de desvendar o mistério de tudo o que é ignoto, subimos facilmente ao telhado segundos depois de termos entrado em casa. A vista era esplêndida. Alcançava não só o atlântico como grande parte do centro histórico o que nos consentia controlo sobre as movimentações das manadas vianenses. Apesar de algumas telhas partidas (bem pagas na encantada hora da despedida), não me sinto compungido em nenhum aspecto. Guardo em mim as formosas memórias das  tardes de sol passadas ali especado.  Sinto ainda o  ceder  do barro das telhas durante  aqueles exóticos &lt;/span&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt; festejos dos golos do Futebol Clube do Porto  na final da UEFA Cup. Como por morrer uma gaivota não acaba  a tempestade, também um amolador mudo não mói calhaus. Assim, finalizo a alusão ao nosso protector telhado com um memorandum à sua função secundária. Esta, era a de armazenar o que de mais inútil encontrávamos na rua. Muito irónico é o mundo. Um andar com tanta dispensa, e ter necessidade de por a vida dos transeuntes em perigo, por os sinais de transito estarem a vacilar alegremente na berma do precipício.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;- O frio:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Grande parte do desconforto causado em nós pela aquela mansão imaginária deveu-se ao ignóbil frio que se fez sentir naquele inverno. Consequentemente, as largas centenas de ouros (Private Joke) acumulados em facturas atrasadas, tinham forte relação com os aquecedores eléctricos que cada um tinha no seu quarto.  Como o ar cálido produzido por estas máquinas (que não reconheciam nenhuma convenção ecológica) era substancialmente inferior àquele que, glacial, entrava pelas auto-estradas a que chamávamos janelas, tínhamos de reforçar as nossas defesas nocturnas com a seguinte indumentária:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Um mínimo de 12 tagus do Lunas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Um pré-aquecimento do quarto de15 minutos através de um velho aquecedor a óleo ou eléctrico em regime maximizado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Um saco de água quente enfiado nos lençois,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- 1 lençol de flanela,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- 2 Cobertores de inverno,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- 1 Colcha de penas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;A roupa que levávamos em nós para o entorpecido sono era geralmente:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Cuecas/meias/T-Shirt,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Calças de fato de treino,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Camisola,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Casaco de penas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Gorro,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Echarpe para nao acordar com o nariz  azul. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Apesar de todas as contrariedades do edifício, admito que foi um ano bem passado. Com um mentiroso compulsivo a viver em frente, um restaurante sul americano mesmo ali, um centro de internet mal frequentado acolá e os belos exemplares femininos que trabalhavam no centro de estética ao fundo da rua, a vida tornou-se mais fácil. Confesso ter até saudades de insultar diariamente a velha mal criada da porta em frente e de evitar tomar banho durante semanas a fio para não arriscar uma pneumonia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Invoco em mim dores de cabeça que não tem fim, bebedeiras em frente ao jardim antes de ir para a cama, a seca que apanhava se não me embebedasse , época onde ainda estava numa fase, em que ressacava sete dias por semana!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-7596404869040951644?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/7596404869040951644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=7596404869040951644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/7596404869040951644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/7596404869040951644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2007/02/casa-do-3-ano.html' title='A casa do 3º ano'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-4940308503518931340</id><published>2006-11-22T09:36:00.000-08:00</published><updated>2007-01-13T13:46:49.173-08:00</updated><title type='text'>A casa do 2º ano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.vintageneedleworks.com/Home%20Sweet%20Home%20Photo.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.vintageneedleworks.com/Home%20Sweet%20Home%20Photo.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;Por muitas voltas que a vida dê, existem locais que nos marcam mais significativamente do que outros e, assim sendo, o caso do celebríssimo apartamento do 2º ano é um perfeito retrato de tal afirmação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;Aquele antro foi um daqueles covís que para sempre irão ficar marcado nos nossos corações. Aliás, nós deixamos por nossa vez, inúmeras marcas físicas no imóvel assim como  relevantes impactos psicológicos na vizinhança de forma a celebrar eternamente um laço de união entre os seres animados que o habitaram, e o objecto físico em questão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;Após um ano de violentes celebrações, tivemos de deixar aquele lugar com um aperto no coração e  pernas a galgar, para não pagarmos aos donos os danos causados. Este post é um memorial ao testemunho  material do que foi com toda a certeza o ano mais feliz das nossas vidas.  Apenas breves referencias, uns flashbacks momentaneos que nos provocam arrepios na espinha e relembram cheiros e sabores que nos esforçamos por esquecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;Resolvi, para facilitar a leitura aos nossos leitores, publicar este tributo em vários pequenos capítulos úteis para melhor separar o espesso tecido quase palpável de degredo, humor, cheiro, sujidade e álcool que flutua nas nossas recordações quando nos referimos a esta toca vampiresca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;Desta forma:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;As decorações -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;Quando entramos pela primeira vez no apartamento com os sacos as costas e a vontade de nos instalarmos rapidamente, deparamos-nos com uma decoração do imóvel muito à quem das nossas preferências. De facto o antro apresentava todas as características típicas de uma propriedade de lavradores do alto minho que, apesar da boa vontade e carácter trabalhador, de bom gosto não tem nada a não ser no que toca ao verde regional. Armários no meio da sala foram realojados devidamente contra a parede, mesinhas a mais foram expulsas pela janela logo no primeiro dia e , os quadros típicos de meninas a chorar e paisagens bucólicas, foram transformados em cinzeiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Os estragos -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;Com o tempo todos os espaços de arrumação foram preenchidos com garrafas, as sanitas começaram a sair do sitio tais computadores portáteis, as portas das arrumações cederam assim como os estores começaram a ficar presos. Para alem disso, severos danos foram infligidos as paredes tectos, candeeiros, varandas, electrodomésticos, vidraças e ao mobiliário dos quartos. Enfim, mas vale dizer que tudo o que se encontrasse a determinado momento dentro daquelas paredes corria sérios riscos de sofrer danos consideráveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O Prédio -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;A extensão da nossa loucura não ficou retida dentro de nossa casa. Acusaram-nos de denegrir a estética do prédio por pendurar nas varandas lençóis com mensagens obscenas e de guardar sucata nas mesmas o que sugeria que o prédio estava habitado por ciganos ou ladrões. Mais do que isso, usávamos todas as peças que se podiam separar do condomínio para nosso uso exclusivo. Maçaneta das portas, campainhas etc etc. Tudo era aproveitado para, por exemplo, arremessar para a rua ou decorar o pinheiro de natal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A vizinhança -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;Pode-se se dizer que ninguém tem nada como realmente adquirido. Mesmo morando num prédio semi desabitado, eventualmente, de um dia para o outro, a calma pode desaparecer. Diz-se e bem que há calmaria antes da tempestade.. Quantas vezes vieram nos bater a porta a meio da noite por termos a musica nas alturas sem nos ralarmos, quantas pessoas incomodamos com o constante vai vem de pessoas, portas a bater e sons indecifráveis.  Até o bairro em redor sofria as consequências. Muitas vezes brincávamos ao arremesso mais longo. O objectivo era atirar o lixo o mais longe possível para alem da linha do comboio o que, compreensivelmente, causava um chiqueiro lamentável em toda a rua. Engraçado mesmo era trancar o Javali meio nu numa varanda e gritarmos com todas as forças pelas outras janelas para que as pessoas viessem ver o que se passava. Era mesmo muito bom ver as luzes dos prédios adjacentes se iluminarem a meio da noite para ver um exibicionista sem vergonha. Um hominídeo grotesco tal gárgula desnuda, incensivel à vergonha e aos fundamentos do respeito que se deve aos outros na vida em sociedade. No auge da nossa loucura, chegamos até a fazer fogueiras na varanda de dimensões consideráveis. Churrascos foram planeados e, certo dia, conseguimos queimar listas telefónicas, cadernos de Inglês, lixo e o pinheiro de Natal de uma única vez. Concordo porém que, desta vez, os vizinhos tiveram razões para se preocuparem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;As festas-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;O apartamento do 2º ano era um palco idílico para a realização de festas estudantis sem vergonha. Vómitos imundos permaneceram para sempre agarrado aos azulejos da casa de banho, amendoins encontravam-se ainda meses depois, bebedeiras la apanhadas ficaram na historia e, situações vergonhosas de mais para aqui serem contadas, provaram que aquele local era o único capaz de gerar o ambiente perfeito para acontecimentos desta natureza. Na memoria ficam imagens de frigoríficos a rebentar de bebidas e os dias inteiros a limpar a habitação apos estas fenomenais sessões de convívio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Resumo-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;Para finalizar esta breve compilações de memorias relativas à casa do 2º ano, apenas aponto o que aconteceu e, o que foi mencionado sobre nós, aos locatários que la foram parar no ano seguinte. Foi nos dito que a proprietária, de tão furiosa connosco, tornou-se uma psicopata desconfiada. Disse ela que as reparações efectuadas foram superiores a 500 contos na moeda antiga (não era preciso exagerar.. A casa inteira não valia isso) e que a mobília quase toda teve de sofrer intervenções por parte de carpinteiros (isso sim, concordo). Para além disso, disse ainda que encontrou droga escondida na casa (como se de facto tivéssemos alguma vez tido estupefacientes, estes sobrariam.. Impossível..) e que nunca mais fazia alugueres ao negro nem deixaria de pedir uma caução avultada como medida de precaução (faz ela bem).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Bons tempos, saudades daquele reconfortante ninho..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-4940308503518931340?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/4940308503518931340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=4940308503518931340' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/4940308503518931340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/4940308503518931340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2006/11/casa-do-2-ano.html' title='A casa do 2º ano'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-2281927053042016823</id><published>2006-11-19T07:13:00.000-08:00</published><updated>2006-11-19T14:54:05.490-08:00</updated><title type='text'>Caça Furtiva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1726/377708974097092/1600/137232/Cavalo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1726/377708974097092/200/262200/Cavalo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Era um dia como tantos outros. Faltamos ás aulas como sempre para fazer o mesmo que tínhamos feito noutras alturas e que fariamos por ventura durante tempos vindouros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 204, 153); text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt; O dia de inactividade total que, pensem o que quiserem, é por si só bastante complexo e desgastante tanto mentalmente como.. mentalmente.. acabou como os outros. Ou seja no café do outro lado da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ocupa um local estratégico. A esquina onde convergem 2 via principais do bairro dos estudantes. Alem do mais, com as suas amplas vidraças e esplanada airosa, este estabelecimento era o local ideal para actividades tais como as popularmente denominadas de: micanço, controle, engate, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais características e a comunhão com o facto de vivermos na altura num apartamento mesmo em frente, tornaram o café-snack bar em questão na nossa sala de estar. De facto, considerávamos este comércio como um anexo nosso apenas separado por uma estrada de paralelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite ia normal, eu, psico, javali e ts devíamos ter arruinado com a esperança de uma comum garrafa de licor beirão em sobreviver a mais uma noite académica quando resolvemos ir para casa. Eu porque tinha uma liga de FM interessante, o Psico porque tinha aPS2 pronta a centrifugar no seu interior o dvd com as impressões PES, o javali porque, obviamente, era hora do monólogo diário com a sua cara-metade e, finalmente, o ts que tinha, como sempre, alguns exemplares pirateados de fitas, hoje digitais, hollywoodescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o ponto da narrativa em que se começam de, facto, a escrever as peripécias e acções incomuns que justificam o próprio e incontrolável reflexo delas nos lembrar-mos. Tudo começou com uma suposta virtude a que demos o nome de meticulosidade. Ts, um rapaz atencioso para com as suas coisas pois estas lhe custaram a ganhar tinha a admirável paciência de todos os dias deslocar a sua viatura alguns metros ou ate centímetros por todo e qualquer motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou era porque os bêbados que saiam do tasco passavam muito perto do espelho, porque conhecia a dona do carro que atrás do dele estava estacionado e, desconfiando com toda a razão das habilidades irrefutáveis para a demolição de automóveis das mulheres locais, sabia não ser capaz de descansar. Mas também por ter visto um cão a urinar ali perto e não querer ter de limpar as jantes, talvez porque o gato que afiava as unhas no BMW poderia sentir-se tentado a testar outras superfícies de marcas concorrentes. Também tinha em consideração as probabilidades aritméticas das gaivotas por ele tão estimadas acertar com seus dejectos corrosivos na pintura metalizada e, não poucas foram as ocasiões, supôs que o grau de inclinação do eixo terrestre naquele determinado mes do ano fosse provocar temperaturas e radiações capazes de estragar os plásticos interiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, naquela calma e simples noite, quando três estudantes resolveram por em pratica hábitos invulgarmente gregários (note-se que se fossem vulgares não lhes chamaria gregários mas sim hábitos gregórios..) o ts convenceu-se por qualquer uma ou ate outra razão acima citada que o automóvel teria de ser movido para outro lado da mesma rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vou dar a volta ao carro e estacionar mais a frente! disse ele sem que nos preocupassemos por demais com tal costume usual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo fluía rapidamente. Como diz o povo, o bom sabe a pouco. Com um pouco de vícios digitais e confraternização inter quartos, muito rapidamente nos esquecemos do ts. A noite ja tinha aproveitado a nossa distracção para avançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E pá! o ts?? Perguntou um de nós!&lt;br /&gt;-Sei lá, deve ter ido ver as rolas..!&lt;br /&gt;-Tanto tempo para dar a volta ao carro.. se calhar adormeceu lá dentro!* (*material para outra historia.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos despreocupadamente. De facto, ate nos esquecemos da sua ausência. Dele só nos lembramos quando ouvimos uma chave a rodar o mecanismo da porta da entrada. Desde logo, e por falta de sons esquesitos, soube que algo estava errado. Passou silencioso e cabisbaixo e isso todos nos sentimos. Fomos ter com TS ao quarto e perguntamos que se passava com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tou fudido! Disse com lágrimas prontas a jorrar dos olhos!&lt;br /&gt;- Que fizeste pá??!!&lt;br /&gt;- Fui dar a volta ao carro.. Respondeu querendo esconder algo!&lt;br /&gt;- Sim mas.. porque estas assim?&lt;br /&gt;- E que.. peguei no carro e .. resolvi ir dar uma volta...&lt;br /&gt;- Esta bem. Isso ja nos sabemos. Dissemos impacientes..&lt;br /&gt;- Fui andar pela cidade e, de súbito, quando dei por ela estava a caminho da serra.. A estrada estava escura, encontrava me sozinho naquela estrada sinuosa e não resisti. Acelerei pela encosta! As curvas sucediam-se, sentia o carro a vibrar, as suspensões no limite. A adrenalina subia em mim e cada segundo que passava aumentavam os limites da anbição..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ta bem!!! Foste dar gás para o monte a esta hora e completamente bêbado! Ja vi que capotaste! Desfizeste o carro! Que aconteceu perguntamos aflitos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada disso! Continuou.&lt;br /&gt;- Lembro me apenas de estar a deslizar na perfeição por uma curva comprida para a minha esquerda... E foi aí..&lt;br /&gt;- Foí aí o que?? Ripostamos furiosos!&lt;br /&gt;- Foí aí que ouvi um estrondo e vi um olho gigantesco a esborrachar-se no para brisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento tivemos a certeza que o idiota tinha acabado de lançar a vida ás urtigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Continua! O que fizeste! Mataste uma pessoa!!??&lt;br /&gt;-Nada disso! Vocês estão malucos! Lançou levemente ofendido.&lt;br /&gt;-Entã0 caralho!!?&lt;br /&gt;-E pá.. quando senti o enbate entrei em pião e so parei uns valentes metros mais a frente! Avancei no escuro com o coração nas mãos e avistei o que eu tinha acabado de deitar ao chão!&lt;br /&gt;-O que era??&lt;br /&gt;- Um cavalo pá.. atropelei um cavalo.. Desfiz a frente toda do carro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, seria do alívio ou da cara que TS fazia naquele momento uma explosão de risos invadiu o quarto. Contracções de abdominais violentaram o nosso corpo e, secreções lacrimosas guardadas há anos eram expelidas em cascata. As excentricidades dos nossos corpos apenas contrastavam com a do TS que inconsolável afogava as mágoas entre as mãos culpadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de dizer que no decorrer desta história nenhum animal foi aleijado mas, realmente, um belo equídeo selvagem que populam algumas serras Portuguesas foi de facto brutalmente atropelado e, provavelmente, deve ter ficado a apodrecer numa valeta empestando a atmosfera circundante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, imaginem o TS a explicar ao seu pai em frente do carro amolgado que, o motivo daqueles estragos, tinham sido causados por um cavalo que não respeitou a velocidade mínima obrigatória. Obviamente, TS foi repreendido veemente por tentar enganar seu progenitor com tão patética desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-"Cavalos selvagens a solta na cidade! Onde é que já se viu isso" Atirou ele ao TS que cabisbaixo conformou-se com o destino!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(255, 204, 153); text-align: justify;"&gt;Autir: GMDC&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-2281927053042016823?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/2281927053042016823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=2281927053042016823' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/2281927053042016823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/2281927053042016823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2006/11/caa-furtiva.html' title='Caça Furtiva'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-5815405305004292083</id><published>2006-11-17T15:31:00.000-08:00</published><updated>2006-11-17T19:05:14.180-08:00</updated><title type='text'>Crime económico</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;As recentes notícias amplamente divulgadas nos media trouxeram-me á memória uma história caricata que demonstra o que o modesto povo é capaz de fazer durante tempos de vacas magras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Não que no caso específico a vaca em causa fosse assim tão delgada, a falta de qualidade e quantidade de matéria-prima minimamente aceitável para uma obra satisfatória, teve de ser substituída na altura por um exemplar autóctone. Por isso quero dizer que, fazendo jus de nacionalismo evidente, a nossa característica do desenrasque (bem patente na seguinte narrativa) que é tão Portuguesa como o analfabetismo e corrupção seria francamente bem vista actualmente pelo nosso governo bem que, aplicada de forma sensivelmente diferente em áreas menos humilhantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Já foram tempos, eu sou do tempo, ainda me lembro de viver numa altura em que a noite académica justificava um investimento de 700 escudos por 8 bebidas brancas. Eu experiênciei o mito hoje em dia inacreditável de sair de casa sóbrio com 500$ (2.5€ para realçar o choque) e voltar completamente embriagado com o estômago cheio de álcool mas também de bifanas, cachorros e muitas outras coisas que são irrelevantes para o fio condutor da história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Numa destas famosas e já longínquas noites da nossa inocência em que, muitos e muitas justificavam ainda este adjectivo ao sair de casa mas já apenas traziam uma vontade de preservar tal imagem no fim da mesma, encontrava me eu e o Laranjinha em fase de decadência à porta de saída de um estabelecimento de diversão nocturna em saldos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Obviamente um cenário caótico reinava naquela rua. A noite pesada com nuvens baixas levava a bruma a serpentear pelas ruelas antigas dando às pessoas um ar mais misterioso do que o que estas mereciam. Enquanto decidíamos se devíamos ou não arriscar a sujeitarmo-nos aos caprichos de São Pedro, passaram em obvias dificuldades, 2 meninas pela estrada. Uma segurando-se à outra enquanto a 2ª não largava a 1ª. Só de forma inconsciente se alcança um equilíbrio entre duas pessoas que tem o cérebro envolto em álcool. Comparem se quiserem esta situação aos Cartoons do Coyote onde este mesmo correndo no vazio e deixando para trás a falésia só cai quando de facto percebe que não tem a rocha por baixo das patas. Ou então imaginem que a perturbação, mental destas duas raparigas corresponde a um transe sonâmbulístico e que, se esta adulteração da consciência dita normal se quebrasse, também o mesmo aconteceria com a harmonia entre as 2 bêbadas e com o equilibrismo do sonâmbulo num qualquer cabo telefónico suspenso sobre uma estrada movimentada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Todo o parágrafo anterior poderia ser resumido numa simples linha de texto. No fundo, procurei exemplificar metaforicamente que existem certos movimentos e acções que, com a ajuda de substancias de má reputação, são realizadas automaticamente e de forma natural. Estranho realizar que tais actos que parecem na altura tão lógicos e inconsequentes possam ter um impacto tão grande no dia a seguir e, por ventura, em toda a vida futura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Assim, avançando na história, porque muitos dos leitores tem de facto mais do que fazer, eu e o Laranjinha não duvidamos por um segundo que o que tínhamos a fazer quando nos deparamos com duas donzelas em dificuldades para se deslocar. Obviamente, acorremos a ampará-las ajudando-as a atingirem o objectivo de voltar a casa. Não preciso no entanto de referir que no interior das nossas cabeças, por um motivo ou pelo outro, levá-las para casa era de facto o nosso propósito primordial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Estava eu a agarrar o par que me calhou para que este não se estatela-se nos paralelepípedos antigos quando me lembrei de lhe ver a cara. Queria ver qual era a pessoa que estava a ajudar, reconhecer no profundo de seus olhos a faísca do agradecimento pela minha prestabilidade. No fundo, queria entrar em contacto com um sentimento simples e genuíno como o é o agradecimento. Pode parecer estranho mas raras são as vezes em que nos deparamos com tal sensação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Ergui-lhe a cabeça, afastei as suas longas madeixas negras que obstruíam a clareza leitosa da pele da sua cara. Ao faze-lo os meus dedos tocaram levemente na sua face. Uma impressão de seda e texturas refinadas despertaram os meus sentidos e, mais especialmente, a minha curiosidade. Finalmente tinha chegado a hora de a minha retina estudar as linhas faciais da sortuda donzela. Era o momento de perceber inatamente qual a sua reacção, intenções, medos e sentimentos. Coisa que no fundo so o olhar por si só pode perceber e, mais do que isso, ter a certeza por mais que as palavras digam o contrário. Como disse um conhecido meu de longa data, o Tonio do monte como lhe chamamos carinhosamente: "The eyes chico, they never lie..."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Por um instante, devido a ansiedade, o tempo parece que parou, as expectativas era, bastantes e um vulgar momento milhões de vezes repetido encantava uma alma numa noite tempestuosa de Inverno. Levantei-lhe então a face e abri os olhos. A minha reacção inicial foi querer fugir... De facto, os meus reflexos até ai ainda vivazes fizeram que ela se soltasse de mim perdendo todo o apoio que tinha permitido que ela se mantivesse de pé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Uma cara magra de ossos salientes, uns esbranquiçados lábios finíssimos, para raios na dentadura e um corpo digno de pinóquio. Ai está meus amigos a melhor cura para a ressaca pois de imediato fiquei finíssimo como um cantâro de água fresca. Estatelada no chão incapaz de reagir, voltei a minha atenção para o Laranjinha. Vamos embora pensei em dizer-lhe. Porem, as minhas palavras ficaram amarradas a garganta perante o espectáculo horrífico que presenciei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;O Laranjinha, rapaz de sucesso no que ao sexo feminino toca, corpo ainda jovial, atleta bem preparado, uma bonança para qualquer mulher quanto mais para o Adamastor que ele agarrava. Em poucos segundos que, para os menos adeptos da leitura devem ter sido semelhantes a várias horas, o Laranjinha tinha a mão direita a percorrer as muitas curvas do animal e a esquerda a testar a firmeza da fruta frontal da mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Descrevendo a ursa em questão (esta sim ursa maior), os seus traços característicos eram e ainda devem ser: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;- A pele gordurosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;- O cabelo ralo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;- O peso em excesso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;- Os óculos fundo de garrafa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Obviamente que depois de recuperar do trauma inicial tentei salvar das garras deste predador o meu amigo Laranjinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-Laranjinha, vamos embora esta a chover, Disse lhe eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-Vamos embora? Estas mas é maluco! Hoje é missão BCNL! Ripostou firmemente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Não desisti a primeira como se espera de um amigo digno de tal!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-E pá, já viste a cara delas, estas maluco? Proferi sem discrição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-Quero lá saber, Quando não há pão até as migalhas vão!!! Disse ele. De facto o ministro da economia seria com toda a certeza a unica pessoa no mundo orgulhosa deste cidadão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Afastei-me transtornado enquanto ouvi meu compincha dizer ao entrar numa obscura galeria comercial que: "Vou aos saldos". Aí está mais uma óptima decisão económica que muitos lares nacionais deveriam seguir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Divaguei pelas ruelas gastas e nuas, lembro me de pensar no outro mostrengo deitado numa valeta á chuva. Se a mãe dela a visse com certeza que teria espancado o preto ou o cigano que a tinha deixado naquele estado. Ao chegar a residência estudantil encontrei os colegas de curso cá fora na conversa. Com certeza esperavam que o sol levantasse para irem dormir. A culpa não era dele e, na verdade, nós é que chagamos cedo de mais e, seria falta de respeito não esperar por tão importante astro. Pelo menos devemos respeitar o único ser que nos atura e observa dia após dia. Nem Deus com certeza tem paciência para tanto disparate. Se assim não fosse, não seriam as coisas são mas seriam no tal como não o são presentemente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;GMDC, estas sozinho perguntou-me uma amiga?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-Estou. Cheguei agora do bar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-E o Laranjinha? Perguntou ela sempre curiosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-E pá foi à vida.. Respondi&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-Ai é? Mas eu vi vos agarrados aquelas 2 galderias. Insistiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-Pois, não sei. Esquivei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;A minha estratégia de mentira descarada ruiu quando o próprio Laranjinha apareceu por trás de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-GMDC!! Tens preservativos!!? Disse ele sem dó nem piedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-Hmm.. é pá.. Aqui não..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-Fodasse! Espera aí! Lançou ao hominídeo primitivo que veio com ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Enquanto ele se mandava pelas escadas em pé de corrida prometi a mim mesmo nunca mais beber e pouco tempo depois fui dormir preocupando me já com a ressaca do dia seguinte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Acordei sobressaltado. Um estrondo violento semelhante a uma bola de bowling durante um formoso Strike fez a porta abrir-se violentamente. De pele branca, tal qual fantasma de contos infantis, cabelo digno de um Cosmo Kramer ou Marge Simpson e olhos raiados de sangue entrou furiosamente o Laranjinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-Vai para o c*****o! Mandou ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-E pá que foi? Respondi assustado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;-Es um amigo e peras! Vê se que não posso contar contigo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Cortando o resto do dialogo para não correr o risco de o Blog ser banido, resumirei agora a situação privando a todos que também posso ser conciso na minha narrativa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;A verdade é que Laranjinha estava sentido para com ele mesmo. Tentava justificar através de um bode expiatório os seus actos da noite anterior. Segundo o que ele me disse, mal chegou à caverna da besta copularam 2 vezes antes de adormecer. De manhã, com grande ressaca e enjoos derivados do processamento do álcool pelo pobre fígado, Laranjinha acordou confuso. Não sabia onde estava, não se lembrava de que tinha feito. Ficou deitado uns minutos tentando perceber que divisão estranha era aquela e a quem pertencia aquele corpo quente. Como no escuro as mãos vêem melhor que os olhos, tentou tactear a entidade que ao lado dele permanecia. Sentiu a pele gordurosa e ainda suada. Reconheceu as características típicas de uma pessoa volumosa e, de repente os seus sentidos despertaram da letargia em que se encontravam. O olfacto voltou de repente e seus pulmões foram invadidos por cheiros nauseabundos. Uma mistura horrenda de álcool, suor, células mortas e secreções púbicas violentaram o seu ainda débil organismo. Levantou-se então de rompante e correu apressado à procura da casa de banho onde vomitou todos os seus remorsos. Titubeando tentou encontrar o quarto de onde se tinha escapulido mas entreviu por uma nesga o quarto das colocatárias do aborto com que ele conviveu intimamente na noite anterior. Tentado se sentiu a entrar. Alargou a frincha, pôs um pé invadindo o proibitivo recinto, avançou mais um pouco e atirou se para cima da presa sem saber muito bem o que estava a fazer. Foi, como é lógico, recebido com gritos e estaladas felizmente para ele pouco precisas. Saiu então desta outra peça e entrou finalmente no quarto inicial. Depois de se deitar por uns instantes na cama sentiu o monstro gelatinoso agarrado e a ronronar-lhe ao ouvido: "vamos ficar deitados aqui a fazer amor todo o dia". Céptico Laranjinha levantou-se e entre abriu os Estores. Quanto conseguiu vislumbrar as feições da coisa em causa sentiu as pernas fraquejar e as lágrimas vieram lhe aos olhos. Tinha encontrado o fundo do poço. O local onde a estima própria nunca tinha entrado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Voltou em seguida o Laranjinha vociferando pelas ruas num estado lastimável até entrar no quarto #101 que, mesmo não tendo grandes luxos, tinha sempre uma pessoa a quem deitar as culpas. O que este #to não tinha de facto eram assombrações e, isso, já não era mau.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Autor: GMDC&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-5815405305004292083?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/5815405305004292083/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=5815405305004292083' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/5815405305004292083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/5815405305004292083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2006/11/crime-econmico.html' title='Crime económico'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-8358846443173768731</id><published>2006-11-17T09:28:00.000-08:00</published><updated>2006-11-20T04:44:57.952-08:00</updated><title type='text'>A Semana Cultural</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1726/377708974097092/1600/586301/wc.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1726/377708974097092/200/142032/wc.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;Um certo compincha dos meus que dá pelo NickNome de javali ganhou um estranho habito durante as semanas culturais do IPVC. A primeira vez que o desastre aconteceu remonta ao ano do senhor 2001...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; color: rgb(153, 153, 0);font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois de um jantar bem regado entre amigos, decidimos levar para a escola uma garrafa de CONHAC do bom que o Psico tinha surripiado lá em casa. Quando lá chegamos tivemos a triste oportunidade de constatar que a HINOPORTUNA estava a actuar o que deu tempo ao Javali de emborcar metade da garrafa de licor Francês enganado pela insignia SUPERBOCK que revestia o tão precioso líquido. A expressão dele depois das duas gigantescas goladas que deu foi no mínimo hilariante. O ardor inesperado que lhe escoria pela garganta como a lava de um vulcão fez os seus olhos sair das orbitas e a sua pele mudar a pigmentação natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se. Não disse nada. Nós riamos tentando segurar as lágrimas até ao momento em que ele se levantou no meio anfiteatro e proclamou numa voz forte e bem audível mesmo estando os tristes a tocar com frenesim: "Ó URSOOO VAI PRO CARALHO... Laranjinha... PARABENS.... PAARRAABENNNSS AA VOOOCÊEE..... NEESSTTAAA DAATAA..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Urso (nicknome) é lá o chefe dos corvos tocadores e um indivíduo respeitado por meia dúzia de pessoas enquanto o Laranjinha é um dos nossos agentes infiltrados que teve a coragem de se misturar ao mais pegajoso lodo universitário de Viana. Quando as centenas de cabeças curiosas e/ou escandalizadas se viraram para o Javali nós fizemos o que todos os bons amigos fazem... Fugimos a 7 pés deixando o entregue a ele mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos depois e sabendo que o ultimo tinha sido convidado a sair do anfiteatro começamos a ficar preocupados. Onde se teria metido o nosso animal de estimação... A busca despreocupada só acabou quando aproveitei para ir mijar...entrei na casa de banho e um cheiro putrefacto emanava de uma das sanitas... O gajo que estava a mudar a agua as suas azeitonas a meu lado olhou para mim e disse.. fdx.. Vou bazar ou vomito já... Acabei de urinar sozinho e com a manga da minha camisola a tapar o nariz impedindo que o horrível cheiro entrasse nos meu lá frágil organismo... de repente ouvi um soluçar familiar... Javali és tu?.. diz kk coisa!!&lt;br /&gt;-Souuu,,, :-s&lt;br /&gt;-Fodasse abre a porta - respondi..&lt;br /&gt;-Não...&lt;br /&gt;-Anda lá - insisti com ele..&lt;br /&gt;-Eu saio..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu a porta... o cenário era lamentável.. Sobretudo se pensarmos que estávamos na casa de banho da escola as tantas da manha numa semana que de CULTURAL não tem nada.... Vómito em todo o lado.. a roupa dele toda molhada e, escusado será dizer, IMUNDA! OO cheiro intensificou-se e tive de sair da casa de banho para não correr o risco de acabar como ele..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os leitores podem pensar neste momento que é mais uma historia como tantas outras de um bêbado que vai vomitar mas, na verdade, a piada desta narrativa so agora vai ser revelada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Javali saiu da porta em lágrimas e eu perguntei..&lt;br /&gt;-estas bem?&lt;br /&gt;-Não, armei a puta - disse ele..&lt;br /&gt;-Então porque??&lt;br /&gt;- Acabei com a minha namorada..&lt;br /&gt;-Fodasse, enfiaste-te na casa de banho a chorar por ela??!! Que homem és tu?&lt;br /&gt;-Não percebes-te - tentando se justificar..&lt;br /&gt;- .. Eu..eu.. eu fui expulso no auditório e vim dar uma cagadela..&lt;br /&gt;- E? o que tem isso a ver com a tua namorada ? - Repliquei confuso..&lt;br /&gt;- ó pá... estava a cagar e ela ligou-me.. Obviamente atendi e começei a falar.. só que.. durante a conversa aquela merda que me deram a beber começou a fazer efeito e juntando isso ao cheiro da cagadela veio-me vómito a boca e não aguentei.. deixei cair o telefone e vomitei-me enquanto cagava.. o pior é que... a minha EX ouviu tudo e acabou logo comigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LOL...LOOOOLLL.LLLLOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo por si só uma história caricata que chegue, tenho de referir que no ano seguinte o Javali voltou a vomitar na mesma casa de banho por causa do cheiro das suas próprias fezes e, em 2003 tb virou o barco no mesmo dia mas por razões menos estranhas ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem pensar o que quiserem mas a vida de estudante é feita de coincidências estranhas... quase assustadoras.. Historias que se repetem vezes sem conta...são... MITOS UNIVERSITÁRIOS...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta hein?!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Autor: GMDC &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-8358846443173768731?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/8358846443173768731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=8358846443173768731' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/8358846443173768731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/8358846443173768731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2006/11/semana-cultural.html' title='A Semana Cultural'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-3091247923921000316</id><published>2006-11-17T08:22:00.001-08:00</published><updated>2006-11-20T04:30:05.540-08:00</updated><title type='text'>Os Personagens</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Em todos os romances, contos infantis ou prosas épicas as personagens principais são o ponto fulcral da narrativa. As suas características são evidenciadas, os pormenores mais insignificantes nunca passam despercebidos e ao longo de toda a história se aprende sobre o perfil do homem, animal, coisa ou mulher (passe o pleonasmo).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Assim sendo, o relato que aqui vai ser construído tendo em conta a nossa capacidade cefálica de recordar acontecimentos muitas vezes obstruídos por uma névoa de álcool e, por ventura vergonha, terá forçosamente de dispensar algum espaço para a caracterização dos seus principais actores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Em seguida será apresentada uma breve "definição" do carácter e comportamento típico dos artistas em causa. De ter em conta que todas as situações citadas entre linhas são verídicas e que quaisquer coincidências com a realidade não são de forma alguma acaso do destino. De referir ainda que a ordem pela qual serão citados os protagonistas não tem base em qualquer escala classificativa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;1º: &lt;i&gt;Laranjinha&lt;/i&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Este personagem caracteriza-se por expressar as suas intenções consoante a roupa que leva&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;vestida. Muito conhecido pelas mais variadas classes femininas, nunca deixa os seus créditos em&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;mãos alheias de tal forma que se tornou um mito por entre a comunidade estudantil do sexo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;fraco&lt;/span&gt;&lt;span style="color: silver;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;De referir o carácter calmo, meticuloso e atencioso que obviamente explodiu mais que uma&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;vez em sessões de pancadaria. São suas marcas pessoais as propensões para não saber onde está nem para onde vai assim como não perceber por vezes piadas básicas mas discernir situações invulgares em discursos ou textos confusos que ninguém se dá ao trabalho de tentar sequer&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;estudar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;2º: &lt;i&gt;Psico&lt;/i&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Este individuo marca pela sua persistência. Capaz de maratonas PS2 que estão para lá do ser humano comum, também se caracteriza por se fartar ainda mais rapidamente de algumas aulas (ex: 3ºano).&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Apreciador de bom vinho é igualmente importador de conhaques Franceses para grande azar de alguns. Finalmente uma faceta mais perigosa reflecte-se nos automóveis de estado duvidoso que por vezes conduz em lugares em que tal não seria recomendável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 51);"&gt;3ª:&lt;i&gt;TS&lt;/i&gt;: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Quanto ao que toca ao TS, não faltam evidencias que o caracterizam. Tanto se esforça por parecer uma pessoa respeitável como degrada a sua imagem com relações sociais pouco recomendáveis em lugares sombrios.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Tão rápido austenta uma imagem de austeridade como é visto a expelir líquidos regurgitando frequentemente e, previsivelmente, álcool rapidamente ingerido. Para alem disso, tem uma faceta de piloto de corrida que não poucas vezes lhe trousse problemas e, finalmente, tem grande paixão pela caça grossa ilegal a meio da noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;nº4: &lt;i&gt;Javali&lt;/i&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;O animal de estimação do grupo. A sua fisionomia distinta dá-lhe logo à partida um estatuto de notoriedade Ele é o relações públicas do grupo. Conhece toda a gente e nem toda a gente sonha que ele existe.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Proveniente das redondezas de uma cidade dormitório, aproveitava todos os momentos para por a conversa em dia e para frequentar estabelecimentos nocturnos de má qualidade. Não menos importante são os seus monólogos diários ao telemóvel que nos assombraram a existência durante vários anos e a sua vertente mitómaniaca que lhe retirou bastante credibilidade mas o enriqueceu em originalidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;nº5: &lt;i&gt;Baco&lt;/i&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Um dos mais marcantes exemplos de que a vida dá grandes voltas. Quem o viu e quem o vê não pode crer nos seus olhos e, por certo, terá mais uma razão para por en causa a existência ou não de uma entidade superior que manipula todos os seres vivos. O seu nome real reflecte o seu modo de vida. Os lugares onde viveu ficaram para sempre assombrados por fantasmas femininos que ainda não sabem bem o que foi que lhes aconteceu. Tem uma seria tara por Telettubies roxos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;nº6: &lt;i&gt;Xibato&lt;/i&gt;: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Elemento que teve uma passagem mais curta (mas não menos marcante e preenchida) que os outros pela vida académica. Inicialmente muito reservado transforma-se em super estudante mal tenha a oportunidade e, aí, elas que se cuidem. O seu nicknome foi lhe atribuído por um individuo completamente maluco que tentava fornicar as fotografias da sua namorada estivesse ele ou não presente. Foi também um dos sobreviventes do quartonº101 da residência durante o 1º ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;nº7: &lt;i&gt;GMDC&lt;/i&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;A única pessoa mentalmente equilibrada deste grupo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;____________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Existem obviamente muitos outros Artistas que poderiam estar inseridos aqui. Porém, sendo alguns do sexo feminino e, face a obrigatoriedade de reduzir ao núcleo básico os elementos interventivos da narrativa, fiquemos por aqui quando a KEY-PLAYERS.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;  Autor: Gmdc&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-3091247923921000316?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/3091247923921000316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=3091247923921000316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/3091247923921000316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/3091247923921000316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2006/11/os-personagens_17.html' title='Os Personagens'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3094191915803379390.post-8841964629483133086</id><published>2006-11-13T18:15:00.000-08:00</published><updated>2006-11-17T09:33:40.963-08:00</updated><title type='text'>Prefacio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cremos não ser impertinente reconhecer que, onde quer que estejamos, existe um carente esforço de actualização do nosso passado intra e extra estudantil, buscando, contudo, corresponder às necessidades do nosso presente diminuto e de timbre saudosista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de anos e anos a aperfeiçoar a técnica “copypaste”, a escrever poemas de amor para a Alexandra Correia e especializados em todas a noites apontar o nome da rua para poder dormir em casa, decididamente, QUEREMOS MAIS(!)... QUEREMOS DEIXAR UMA MARCA (!)... mais que não seja na história universal da língua portuguesa, contribuindo para aumentar o léxico contemporâneo da nossa língua - e permitam-me os nomes impróprios de bons exemplos: Javali, GMDC, Psico, Baco,Laranjinha, TS e Chibato!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;À partida seria mais fácil, combinar umas jantaradas, tainadas, road trips, viagens, cruzeiros, bacanais, contrair um empréstimo para voltar a estudar, ou mesmo abrir uma empresa em turismo, do que espezinhar para aqui as nossas memórias e sabedorias, porque na realidade somos indivíduos que, definitivamente, não dominam a expressam escrita! Dominamos outras correntes de expressão, para uns não muito artísticos mas para a grande maioria dos estudantes ensino superior são, sem dúvida alguma, potencialmente expressões de ARTISTAS!·&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esta obra nasce da vontade de todos, do que foi lembrado por nós, a nossa família, as nossas senhorias, as nossas amantes, namoradas, homens do lixos, porteiros, pessoal da esquadra, pessoal do turno da noite das estações de serviço, efectivamente, uma obra expansiva e acarinhada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem se pretender fazer um apontamento exaustivo de características técnicas deste legado monográfico, é no entanto conveniente referir que a política de escrita é o uso de ILIMITADA CRIATIVIDADE ou, para quem preferir, RELATO EXAGERADO DOS FACTOS! Assim, para além do empenho e dedicação a que nos obriga, é inevitável que alguns testemunhos venham conter dificuldades para os leitores não ambientalizados com tais matérias! Por seu turno teremos, futuramente, disponível uma linha de apoio gratuita para os menos esclarecido e até umas dose de ansiólitos para os mais assustados!·&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A fechar este prefácio impõem-se alguns dados biográficos sobre os autores, em torno dos quais se teceu e urdiu este apaixonante e peculiar monografia, testemunho de uma genuína e errante vida académica em plena cidade de Viana do Castelo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Laranjinha &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3094191915803379390-8841964629483133086?l=artistastm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artistastm.blogspot.com/feeds/8841964629483133086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3094191915803379390&amp;postID=8841964629483133086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/8841964629483133086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3094191915803379390/posts/default/8841964629483133086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artistastm.blogspot.com/2006/11/prefacio.html' title='Prefacio'/><author><name>Artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04024994706423654082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://bp2.blogger.com/_f8NrEs0E7FE/SAmDdxmcUeI/AAAAAAAAABs/RLx-P8OF4Jw/S220/IPVC.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
